Pôster de Esquadrão 6

ESQUADRÃO 6

(6 Underground)

2019 , 127 MIN.

Gênero: Ação

Estréia: 13/12/2019

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Michael Bay

    Equipe técnica

    Roteiro: Paul Wernick, Rhett Reese

    Produção: Dana Goldberg, David Ellison, Don Granger, Ian Bryce, Michael Bay

    Fotografia: Bojan Bazelli

    Trilha Sonora: Lorne Balfe

    Estúdio: Bay Films, Skydance Media, Skydance Productions

    Montador: Calvin Wimmer, Roger Barton, William Goldenberg

    Distribuidora: netflix

    Elenco

    Adria Arjona, Ben Hardy, Corey Hawkins, Dave Franco, Manuel Garcia-Rulfo, Mélanie Laurent, Ryan Reynolds

  • Crítica

    13/12/2019 10h02

    Por Alexandre Dias

    Michael Bay é Michael Bay em qualquer lugar, inclusive na Netflix. O diretor explosivo, conhecido por ter dirigido quase todos os filmes de Transformers e os dois Bad Boys, tem uma marca muito autoral de ação que, apesar de questionável, continua a abraçar vários projetos, com uma ou outra diferença. Esquadrão 6 reproduz todas as características usuais do cineasta, sem exceção.

    Isso vem para o bem e para o mal. A melhor parte é justamente a alcunha do diretor como o arquiteto de uma ação desenfreada. Por mais bizarras e extensas que as cenas em questão sejam, Bay consegue imergir o espectador dentro delas. No caso específico de Equadrão 6, o aspecto cartunesco atribuído a esses momentos auxilia ainda mais o público a comprá-los - um imã gigante em um barco desperta ao menos um pouco de curiosidade.

    A localização dos acontecimentos também é melhor se comparamos com as outras produções do cineasta, o que se deve tanto ao tom da trama quanto a sua estética. Pessoas que fingem as suas mortes e se unem para enfrentar os vilões cruéis do mundo é muito mais condizente com o estilo caricato de Bay do que 13 Horas: Os Soldados Secretos De Benghazi, por exemplo, em que há um clima sério e sombrio.

    Já o lado ruim disso é que os vícios maçantes do diretor também estão presentes no longa da Netflix. O filme é tão inflado que qualquer história ficaria desgastada com o passar da exibição. Mas com o roteiro raso de Rhet Reese e Paul Wernick isso se intensifica. O clichê moral construído na trama vai pelo caminho mais arroz com feijão possível e a sensação de deperdício de potencial é causada no espectador. A prova é o personagem de Ryan Reynolds, o líder da equipe, que tem um mistério interessante sobre o seu passado, porém mal desenvolvido.

    Obviamente, a finalidade do texto não era fazer reviravoltas astuciosas ou estabelecer conceitos aprofundados. Nesse sentido, o grupo protagonista é uma boa representação de empatia com o longa. A multiplicidade de etnias e a dinâmica de família desconjuntada consegue cativar, principalmente no meio da ação. Reynolds achou o seu papel ideal aqui, que, na verdade, é o mesmo de Deadpool. Ben Hardy, de Bohemian Rhapsody, também é um dos elementos mais legais com a personalidade convencional do "cara do parkour".

    Contudo, há ainda alguns infortúnios no arco emocional dos personagens, o que é típico de Michael Bay. Um deles é a maior valorização de alguns e o esquecimento total de outros; a médica, interpretada por Adria Arjona, por exemplo, é a única que não tem flashback e serve basicamente para completar o esquadrão. O melodrama brega do diretor ao estilo Pearl Harbor - a bandeira dos Estados Unidos nunca falta - é outro fator que compromete a diversão em determinados momentos.

    Porém, não seria Michael Bay se fosse diferente. E um filme dele é uma mistura de sensações. Em Esquadrão 6, o saldo é mais positivo por se colocar como uma aventura de ação despretensiosa. O gancho para uma sequência também é colocado e como a tendência das continuações deve tentar engrandecer ainda mais os pontos positivos do original. Se é que isso é possível.



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