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    ESQUADRÃO SUICIDA

    Filme diverte, mas não é subversivo como prometia
    Por Daniel Reininger
    02/08/2016
    5/10

    ESQUADRÃO SUICIDA

    12
    Aventura

    Esquadrão Suicida prometia ser o filme baseado em quadrinhos mais divertido já feito, com humor negro e violência na medida certa, mas não é a produção subversiva que prometia. O longa tem algubs bons momentos e personagens bem interessantes, especialmente Pistoleiro e Arlequina, porém, não inova e sua trama previsível impede a produção de satisfazer as expectativas.

    O longa tem diversos problemas e uma das prováveis causas é a refilmagem para inserir humor e deixar as coisas mais leves. Quase todo Blockbuster precisa voltar ao set para ajustes, mas quando a ideia desse trabalho é mudar o núcleo da narrativa, as coisas tendem a se complicar. Fica claro agora que a tentativa de mudar o tom da obra atrapalhou a produção e complicou a montagem. O longa alterna piadas e momentos leves com situações sombrias e sérias e, com isso, a montagem sofre e o ritmo da produção também.

    O começo é truncado, a criação do Esquadrão é pouco desenvolvida e a apresentação dos personagens parece algo obrigatório que precisava ser tirado do caminho logo. Mesmo contando o passado de cada um com direito a animações em 3D e canções pop escolhidas a dedo, nenhuma das sequências é muito atrativa. A forma como o grupo se une para a missão que domina boa parte da história também é apressada e não tem o desenvolvimento necessário, até por isso o filme só melhora após a metade.

    + Conheça o Esquadrão Suicida

    Logo de cara, a Força Tarefa X é apresentada por Amanda Waller, oficial de inteligência dos EUA, aos chefes do governo como opção para proteger o país de meta-humanos. Até aí tudo bem, mas na hora de convencer os vilões a participar, o roteiro desencana de justificar a existência de cada um na equipe e os vilões são simplesmente jogados na ação, obrigados a cumprir a missão ou ter a cabeça explodida. Tudo bem que isso acontece nos quadrinhos, mas podia, ao menos, existir uma tentativa melhor de convencê-los.

    O longa é basicamente porrada do começo ao fim e nesse ponto a narrativa segue a lógica de filmes como Operação Invasão e Dredd, os quais acompanham protagonistas em apenas uma missão por boa parte da narrativa. 

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    Entretanto, Esquadrão Suicida deveria ser um filme de grupo e isso não acontece, afinal, apenas Pistoleiro (Will Smith), Rick Flag (Joel Kinnaman) e Arlequina (Margot Robbie) tem espaço suficiente na obra, o resto está lá apenas para fazer número. Bumerangue não justifica sua presença, Amarra tem participação patética e Katana quase não aparece, por exemplo.

    Em compensação, Magia (Cara Delevingne) é um personagem mais interessante do que aparentava e Rick Flag, Pistoleiro e Amanda Waller (Viola Davis) são os únicos que parecem pessoas reais. Já a aparição do Batman (Ben Affleck) é pequena e justificada, algo anunciado desde o trailer, mas seu melhor momento é na cena pós-créditos.

    + Conheça os personagens do filme

    Entretanto, o filme é mesmo da Arlequina. Margot Robbie está simplesmente sensacional como a maluca parceira de Coringa e é, de longe, a personagem mais bem desenvolvida. Fica claro que ela foi elevada ao papel de protagonista após as primeiras reações dos fãs, nada mais justo, afinal eu poderia ver um filme inteiro somente sobre a vilã com facilidade.

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    Em contrapartida, Heath Ledger ainda é o melhor Coringa do cinema. Jared Leto tenta, mas não encontra o tom do personagem e sua loucura parece forçada. Sua interpretação de gângster de rua não tem o mesmo impacto do mafioso megalomaníaco de Jack Nicholson ou psicopata de Ledger. Algumas das falas de Leto, e até mesmo a risada, soam forçadas. Pode ser consequência de seu pequeno espaço na tela e subtrama dispensável. Embora ele não seja o vilão da vez, a produção se beneficiaria se ele fosse.

    Esquadrão Suicida é bem diferente de O Homem De Aço e Batman Vs Superman por se distanciar do tom sério e sombrio de Zack Snyder. Embora seja divertido, o longa tem problemas, amenizados por boas cenas e protagonistas interessantes. Sua tentativa de ser descolado não dá certo como acontece com Guardiões Da Galáxia, por exemplo, afinal muitas vezes o filme soa genérico, principalmente o plano dos vilões, mas como cinema pipoca, o longa cumpre seu papel.