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    EU FUI A SECRETÁRIA DE HITLER

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    Os cineastas André Heller e Othmar Schmiderer tiveram acesso a um material que poderia ser simplesmente explosivo: um depoimento exclusivo de Traudl Junge, secretária particular de Adolph Hitler de 1942 até o final da guerra, em 1945. O que poderia ter rendido um excelente documentário se transformou num dos filmes mais sonolentos e preguiçosos dos últimos tempos. Um verdadeiro livro filmado. Os cineastas simplesmente apontaram a câmera para Traudt e a deixaram falar. Só. Não há material de arquivo, fotografias, absolutamente nada que confira ao depoimento algum tipo de linguagem cinematográfica. Trata-se de uma aula de anti-cinema. O único recurso levemente cinematográfico utilizado foi o de colocar a Secretária assistindo às fitas dos próprios depoimentos, registrando assim suas sensações ao se ver gravada. Exatamente o que Marcelo Masagão já havia feito em Nem Gravata, Nem Honra.

    Eu Fui a Secretária de Hitler é um desrespeito ao público apreciador de cinema, uma flagrante desperdício de material. Fica a pergunta: por que não escreveram um belo livro sobre ela, em vez de fazerem um péssimo filme?