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    EU OS DECLARO MARIDO E... LARRY!

    Por Angélica Bito
    07/09/2007

    Ao mesmo tempo em que despeja piadas homofóbicas à platéia, a comédia Eu os Declaro Marido e... Larry! acaba trazendo uma mensagem que condena a homofobia num discurso simples, porém eficiente, traçado com um objetivo: conquistar as massas. Objetivo que não tem atingido muito bem, pelo menos no território norte-americano, já que, tendo custado US$ 85 milhões, rendeu US$ 110 milhões nos cinemas do país (lucro considerado baixo nos padrões hollywoodianos).

    Em Eu os Declaro Marido e... Larry!, Chuck (Adam Sandler) é um bombeiro em Nova York conhecido por conquistar belas mulheres. Seu melhor amigo é o viúvo Larry (Kevin James, mais popular no Brasil por protagonizar a série King Of Queens). Parceiros nos salvamentos mais arriscados, também não se desgrudam na vida pessoal. E a de Larry não anda muito bem: três anos após perder a esposa, ainda sente muita falta dela e tem dificuldades ao criar seus filhos, Eric (Cole Morgen) e Tori (Shelby Adamowsky). Ao saber que a lei norte-americana pode não garantir o futuro de seus filhos, ele descobre que precisa casar. Pena que não há uma candidata para o cargo. Como Chuck é a única pessoa na qual confia, Larry faz uma proposta improvável para a dupla: um casamento burocrático para que o governo garanta um alento financeiro aos seus filhos caso algo aconteça. Com ajuda da bela advogada Alex (Jessica Biel), eles tentam driblar o fiscal Clinton Fitzer (Steve Buscemi), que tenta a todo custo provar que o matrimônio é falso.

    No desenvolvimento da história, temos um desfile de piadas preconceituosas e músicas tipicamente gays, como Freedom, de George Michael, e até a aparição do cantor Lance Bass, ex-membro da boy band *NSync que assumiu sua homossexualidade em público recentemente. O que faz sentido: antes de "embarcar" nesse projeto com o amigo, Chuck é o típico machão homofóbico. Na medida em que é inserido socialmente no mundo da homossexualidade a fim de manter a farsa pelo amigo, ele percebe que o julgamento pela opção sexual não faz sentido algum. Aliada à mensagem de amizade, Eu os Declaro Marido e... Larry! funciona como uma lição de moral feita de forma simplificada. Não falta a cena na qual um dos personagens explica a moral da história; muito menos o final feliz e previsível.

    De qualquer forma, esta comédia toca em aspectos delicados da sociedade norte-americana, principalmente em se tratando do preconceito e da fragilidade da lei no país. Mas tudo é feito de forma sutil, aproveitando ao máximo todas as piadas que os assuntos possam render. Algumas são de mau gosto, mas, no geral, funcionam, principalmente por causa da química criada entre a dupla de protagonistas. Tudo é tratado com um bom humor que cai muito bem numa comédia como esta que, por meio de piadas, tenta dar pinceladas de boas mensagens ao público, além de - essencial em qualquer comédia - fazer rir.