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    EU SOU O NÚMERO QUATRO

    Filme não acrescenta nada e chega a surpreender pela sua pouca qualidade<br />
    Por Celso Sabadin
    13/04/2011
    2/10

    EU SOU O NÚMERO QUATRO

    Ficção Científica

    Hormônios à flor da pele. Ela olha, flerta, se insinua. Ele corresponde. Pouco depois, ambos começam uma aproximação, à noite, na praia, debaixo d´água. E de repente a perna do rapaz começa a emitir uma intensa luz azul, apavorando e afugentando a menina. Não resta muito tempo: o garoto é obrigado a fugir e, novamente, trocar de nome e identidade.

    Isto porque ele não é um jovem humano, mas sim um alienígena Lorien – marcado com o número 4 – que está sendo perseguido pelos terríveis Mogadorians, assassinos de seu povo. Até aí, tudo bem. O (primeiro) grande problema de Eu Sou o Número Quatro é que toda esta história de Loriens contra Mogadorians, que até poderia render boas imagens e alguma emoção, é contada na tela apenas verbalmente. Sim, a famosa e preguiçosa voz em off que parte do pressuposto que a plateia é despreprada demais para entender um filme sem que alguém fique falando o que está acontecendo. E o diretor D.J. Caruso faz isso.

    Este nivelamento por baixo permeará todo o filme. Não mais com a voz em off, mas com a direção mão pesada, a falta de sutileza e o desenrolar previsível de um roteiro que nada acrescenta nem aos fãs de aventura, muito menos aos apreciadores de ficção científica.

    Guardadas as proporções, temos aqui uma fórmula similar a de Crepúsculo, e, que o protagonista jovem, bonito e carismático é impedido de se relacionar normalmente com a garota que ama por não ser exatamente humano. Mas sem o romantismo da franquia vampiresca.

    Produzido pelo badalado Michael Bay (diretor de Pearl Harbor), Eu Sou o Número Quatro ainda reserva para o seu final uns monstros virtuais de qualidade e realização pra lá de discutíveis, daquele tipo que só aparece à noite, para que o escuro disfarce melhor a precariedade dos efeitos especiais. Ou pelo menos tente.

    No final, com os personagens mais delineados e um epílogo inconclusivo, abre-se espaço para uma continuação ou, talvez, para um seriado de TV. Por que não? Afinal, no mercado norte-americano o filme rendeu mais de US$ 50 milhões, quantia insuficiente para cobrir seus custos de produção, mas que chega a ser surpreendente pela sua pouca qualidade.