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    EVERESTE

    Drama consegue captar atmosfera congelante do Evereste
    Por Pedro Tritto
    23/09/2015

    Quando se ouve falar do Monte Evereste, uma das primeiras coisas que vêm na cabeça é o forte frio que as pessoas que tentam escalá-lo devem sentir, além do enorme perigo de chegar ao topo dessa que é conhecida como a maior montanha do mundo. E é justamente isso que o longa dirigido pelo islandês Baltasar Kormákur, retrata.

    Com boas atuações de um elenco renomado, Evereste é fiel ao mostrar a verdadeira história trágica dos membros da excursão de 1996, que foi atingida por uma tempestade implacável e viu todos ficarem bem próximo da morte. Por mais que o final seja previsível desde a primeira cena, o filme prende a atenção até o fim, pois consegue detalhar o drama vivido por cada um dos personagens durante a escalada.

    Mesmo tendo como base o livro do jornalista Jon Krakauer (Michael Kelly), No Ar Rarefeito, a história segue o ponto de vista de Rob Hall (Jason Clarke), um alpinista profissional que chegou ao topo do Evereste em mais de uma oportunidade. Apaixonado pelo que faz e com vontade de ajudar os outros, ele comanda uma excursão anual para levar turistas que desejam se aventurar e superar seus limites.

    Depois de deixar a esposa grávida (Keira Knightley) nos Estados Unidos, ele, um grupo de alpinistas profissionais e mais algumas pessoas sem tanta experiência em escalada partem para uma nova tentativa de colocar os pés no ponto mais alto da montanha. A partir daí, o espectador passa a conhecer melhor os personagens, incluindo os principais motivos deles se submeterem a esse tipo de situação.

    O interessante aqui é que, mesmo com Hall recebendo as principais atenções, todos os coadjuvantes são bem desenvolvidos na trama, tanto é que cada um tem o seu momento de destaque. Caso de Beck Weathers (Josh Brolin), um texano que não teme o perigo, e Scott Fischer (Jake Gyllenhaal), outro alpinista profissional que rivaliza com Hall ao liderar um novo grupo de turistas.

    Com um roteiro ágil e dinâmico, a trama foca somente no drama vivido pelos membros da fatídica excursão. Até aí tudo certo, já que isso ocorre de maneira segura e envolvente. No entanto, o longa passa por cima de outras questões importantes, como o negócio criado por Hall e seus concorrentes.

    Em certas cenas de Fischer, é possível notar que ele alimenta uma disputa nada sadia com Hall para ver quem consegue levar mais pessoas ao topo do montanha, dando a entender que a vida dos presentes não é a coisa mais importante para se pensar. A verdade é que esse assunto merecia uma atenção maior, já que permitiria a trama sair do óbvio e também instigaria o espectador a criar debates e questionamentos sobre até onde alguém pode mexer com o esforço e o limite de cada um. Infelizmente isso não acontece.

    De qualquer forma, Evereste ainda é uma boa opção de entretenimento, principalmente para quem gosta de alpinismo e não tem medo de grandes desafios. O filme chama a atenção por criar uma atmosfera que consegue captar o espírito hostil e congelante daquele que é um dos lugares mais perigosos do mundo.