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    EXTRAORDINÁRIO

    Longa aborda bullying de forma sensível e esclarecedora
    Por Iara Vasconcelos
    06/12/2017

    A fase escolar é um divisor de águas na vida da maior parte das pessoas. Enquanto uns carregam lembranças de amizades inesquecíveis e da rotina descompromissada, outros infelizmente não contaram com experiências tão boas assim e sofreram com o temível bullying. A verdade é que essa época é crucial para definir como vamos encarar o mundo pelos próximos anos de nossas vidas e tudo se torna ainda mais complicado se você é diferente da maioria.

    Em 2012, a escritora R.J. Palacio lançou "Extraordinário", livro que mais tarde se tornaria um best-seller e impulsionaria uma das maiores campanhas anti-bullying já feitas nos EUA, intitulada "Choose Kind" (escolha a gentileza). Agora, seis anos depois, a aclamada obra ganha as telonas pelas mãos do diretor Stephen Chbosky (As Vantagens De Ser Invisível) e promete derramar muitas lágrimas dos espectadores.

    Com um elenco talentoso e entrosado e performances cheias de emoção, o longa não mede esforços para provocar comoção na platéia, mas isso não é demérito nenhum quando temos em nossa frente uma trama com mensagens tão positivas e importantes para a atualidade.

    Após cair nas graças de Hollywood com sua envolvente atuação como o garotinho de O Quarto De Jack, o talentoso Jacob Tremblay aparece irreconhecível graças ao trabalho de maquiagem. Na pele de Auggie Pullman, um garoto que nasceu com uma deformação facial grave, ele enfrenta os desafios de ser um aluno novo somado ao fato de ser "especial".

    Com o apoio dos seus dedicados pais, vividos por Julia Roberts e Owen Wilson, e de sua irmã mais velha Via, interpretada por Izabela Vidovic, ele cria coragem para confrontar seus maiores medos, mas sua jornada não será nada fácil.

    O longa acerta em desenvolver todos os personagens, sem abandonar o foco em Auggie. É interessante ver como a situação do garoto afeta toda a família de formas diferentes. Além disso, a narrativa busca não demonizar os chamados "bullies", tentando explicar maneiras que os levaram a ter determinado pensamento, mas ainda deixando claro que suas atitudes são erradas.

    Extraordinário pode até soar como lugar comum para muitos, mas Chbosky soube entregar um resultado final cheio de sensibilidade sobre um tema difícil, mas de extrema relevância, que merece ser debatido - e assistido - quantas vezes for preciso.