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    FAÇA-ME FELIZ!

    São três as referências evidentes no cinema de Emmanuel Mouret. Jacques Tati, Woody Allen e Éric Rohmer.<br />
    Por Sérgio Alpendre
    04/01/2012

    São três as referências evidentes no cinema de Emmanuel Mouret. Em primeiro lugar está Jacques Tati, diretor de Meu Tio que aparece com mais clareza, em espírito e potencial visual, neste Faça-me Feliz do que em Mudança de Endereço, filme anterior de Mouret. Uma cena é emblemática dessa filiação. É quando Mouret, que faz o protagonista que se envolve em diversas trapalhadas, sempre com mulheres bonitas ao seu redor, entra em um elevador de uma mansão e só consegue se movimentar depois de um "s'il vous plait", para a voz que insiste em lhe perguntar o destino de sua viagem.

    Uma outra influência marcante é a de Woody Allen, sobretudo o dos anos 1970 (filmes como Sonhos de um Sedutor, no qual Allen trabalhou como ator e roteirista, e Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, um de seus clássicos como diretor) , o homem tímido e desajeitado com as mulheres que vai se afundando em situações constrangedoras.

    Em alguns momentos, especialmente os mais sérios, é perceptível também uma admiração com o cinema de Éric Rohmer (O Raio Verde), principalmente pela quantidade de diálogos que conseguem atingir uma rara sofisticação.

    Com influências tão nobres, fica difícil deixar de recomendar este filme singelo e engraçado, cheio de ideias visuais de primeira. Mouret ainda é desconhecido do público brasileiro, mas, com Faça-me Feliz, talvez caia de vez nas graças do cinéfilo.