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    FIM DOS TEMPOS

    Por Angélica Bito
    13/06/2008

    M. Night Shyamalan é um diretor que vive sob a sombra de seu primeiro sucesso cinematográfico. O Sexto Sentido (1999) marcou o cinema e também a carreira do diretor. Para o bem e para o mal. Ao mesmo tempo em que o cineasta indiano cravou seu complicado nome em Hollywood por conta do suspense, também é recebido com expectativa a cada novo trabalho, quando todos se perguntam: que ele será capaz de superar o sucesso de O Sexto Sentido? Não com Fim dos Tempos.

    Em seu novo longa-metragem, Shyamalan acompanha o drama do professor de ciências Elliot (Mark Wahlberg), que tenta fugir de uma série de fenômenos inexplicáveis que tomam conta do sudoeste dos EUA. Basicamente, as pessoas que tomam contato com uma toxina natural espalhada pelo ar cometem suicídio. Ele, sua esposa Alana (Zooey Deschanel) e a pequena Jess (Ashlyn Sanchez), filha de seu amigo Julian (John Leguizamo), partem da cidade de Filadélfia até os mais isolados campos do Estado da Pensilvânia a fim de se salvarem da epidemia inexplicável.

    Fim dos Tempos é o filme mais violento do diretor até agora; as cenas nas quais as pessoas cometem suicídio são chocantes. Produzido, escrito e dirigido por M. Night Shyamalan, o longa mostra o que o cineasta indiano sabe fazer: criar climas por meio tanto dos sons e das imagens. A forma como ele explora as locações também é interessante, fazendo com que os seus personagens transitem ao ar livre em belas paisagens bucólicas. Ou seja, ele sabe trabalhar quando mostrar (ou não) os fatos. No entanto, o longa soa didático e falado demais, talvez para suprir as necessidades intelectuais das platéias mais preguiçosas.

    Fim dos Tempos resulta num filme gelado, distante e, pior: com péssimas atuações. O diretor é capaz de criar alguns momentos de suspense, deixar alguns queixos caídos pela força das imagens das pessoas cometendo suicídio, mas não passa disso.

    Em tempo: a trama dá algumas aberturas para uma possível continuação. Mas, se Shyamalan ainda tem orgulho próprio, a trama deve parar por aqui. Mas nunca se sabe o que esperar de Hollywood, que responde a tudo de acordo com o desempenho nas bilheterias.