Frozen é nova animação da Disney

FROZEN - UMA AVENTURA CONGELANTE

(Frozen)

2013 , 108 MIN.

Gênero: Animação

Estréia: 03/01/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Chris Buck, Jennifer Lee

    Equipe técnica

    Roteiro: Chris Buck, Jennifer Lee, Shane Morris

    Produção: John Lasseter, Peter Del Vecho

    Trilha Sonora: Christophe Beck

    Estúdio: Walt Disney Pictures

    Montador: Jeff Draheim

    Distribuidora: Disney

    Elenco

    Alan Tudyk, Ava Acres, Chris Williams, Ciarán Hinds, Edie McClurg, Eva Bella, Idina Menzel, Jeffrey Marcus, Jesse Corti, Jonathan Groff, Josh Gad, Kristen Bell, Livvy Stubenrauch, Maia Wilson, Maurice LaMarche, Robert Pine, Santino Fontana, Spencer Lacey Ganus, Stephen Apostolina (voz), Stephen J. Anderson, Tucker Gilmore

  • Crítica

    03/01/2014 00h03

    Engana-se quem acredita que os tradicionais contos de fadas perderam espaço para a nova era da animação. Em um universo em que desenhos animados revelam as aventuras de criadores de chuva de hambúrguer (com sucesso) ou carros e aviões falantes, Frozen - Uma Aventura Congelante dá uma aula de sensibilidade e entretenimento, prova de que mesmo as histórias mais antigas, quando aproximadas da realidade de seu público, podem emocionar e entreter. Para quem é fã de 3D, o filme também é parada obrigatória: se você acha que já viu tudo deste quesito no cinema, espere até ver as criações em gelo da Rainha da Neve.

    Frozen acompanha a obstinada busca de Anna, uma otimista incurável que se une ao rústico Kristoff e sua rena de estimação para reverter o inverno eterno que sua irmã Elsa, a Rainha da Neve, provocou acidentalmente em seu reino. No conto original, lançado pela primeira vez em 1844 por Hans Christian Andersen, a trama gira em torno do embate entre o bem e o mal vivido por Kai e Gerda, duas crianças que unem forças para vencer as tiranias da Rainha da Neve. Diferente da obra que o inspirou, o longa abandona aquela fórmula ingênua em que um mocinho combate um vilão. O filme passa ainda, embora em escala menor, por uma espécie de continuação ao discurso Valente sobre aceitação, amor e livre arbítrio.

    Considerada uma verdadeira vilã por seu reino, a Rainha da Neve, Elsa, luta contra seu próprio medo de ferir qualquer pessoa que a cerque, principalmente Anna, uma adolescente atrapalhada que cresce lamentando a ausência de sua irmã. Ironicamente, é seu medo de se expor que a faz machucar a pessoa que mais ama no mundo. Assim, a verdadeira briga de Anna é provar à irmã e ao seu reino que ser diferente não faz de ninguém um vilão. A Rainha da Neve, então, terá de se esforçar para vencer seu pior inimigo: o próprio medo. Questões como autoimagem, solidão e persistência valorizam e engrossam o caldo da trama, mas é a discussão sobre como o medo pode transformar a vida de uma pessoa que faz do filme uma aventura emocionante e divertida.

    Disposta e destemida, a protagonista Anna também não é exatamente a figura de princesa a que estamos acostumados a conhecer. E que bom, né? Ingênua e atrapalhada como toda boa adolescente, a personagem revela ao longo do filme características muito mais próximas da realidade do que os antigos contos de fadas. Então ela cai, se descabela, dá chilique e comete erros como todo mundo. Nada melhor para criar empatia com o público. Com boas tiradas de humor, Anna e o boneco de neve Olaf (que na versão brasileira é dublado por Fábio Porchat) protagonizam diálogos engraçados e em ótimo timing.

    Crível e engraçado, Frozen convence e emociona com sua metáfora para temas muito caros a seu público, como o medo e o desejo de aceitação, bem como a importância dos laços familiares. A busca de Anna por sua irmã Elsa, cujos poderes de criar gelo a afastaram de qualquer contato durante toda a vida, revela o acertado interesse da Disney em defender o valor da família, não importando como ela seja, o que resulta em uma aventura repleta de emoção e mensagens positivas. Fatalmente, crianças e adultos sairão, no mínimo, com os olhos marejados da sala de cinema.



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