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    G.I. JOE - RETALIAÇÃO

    Tom mais sério e ação em menor escala tiram a diversão de sequência<br />
    Por Daniel Reininger
    28/03/2013

    Quando brinquedos são levados para as telonas ninguém espera uma obra-prima capaz de redefinir o cinema, mas sim aventura, correria, explosões e garotas sensuais, tudo para divertir adolescentes e fãs de ação. Com o sucesso de público de G.I.Joe, uma segunda aventura dos Comandos em Ação era esperada. Porém, mais do que uma continuação, o novo filme é praticamente um reboot, pois muda tudo em relação ao primeiro, dos personagens ao visual. Isso seria algo bom, se o custo não fosse a diversão.

    Para quem não se lembra, G.I. Joe - A Origem de Cobra era uma montanha russa de ação e humor, repleto de personagens extravagantes. A sequência, Retaliação, prometia seguir a mesma linha, mas corria o risco de cair no erro de outro filme da Hasbro, Transformers 2, caso investisse em piadas toscas e cenas de ação grandiosas e cansativas. Por sorte, o diretor Jon M. Chu (Justin Bieber: Never Say Never) evita cometer os erros de Michael Bay, porém, ignora alguns dos melhores pontos da franquia ao deixar o tom sério, o que não faz sentido com a proposta do longa.

    G. I. Joe 2 começa exatamente após os eventos do filme de 2009. Com o Comandante Cobra e Destro presos, cabe ao vilão Zartan (Arnold Vosloo) tomar o lugar do presidente dos Estados Unidos e iniciar uma campanha agressiva para desestabilizar o mundo, liberar seu líder e desacreditar os Joes. Após eliminar praticamente todos os soldados da tropa de elite, cabe a Roadblock (Dwayne Johnson) liderar o restante da equipe e desmascarar o impostor.

    Boa parte do longa gira em torno da investigação sobre quem traiu o grupo e por quê. É interessante ver o roteiro tentar ir além do universo simplista proposto pelos brinquedos. O problema é os heróis fundamentarem suas teorias em fatos irrelevantes e ainda quase convencerem o General Joe Colton (Bruce Willis). Para manter a credibilidade do filme, Colton pede mais provas (ainda bem). Para consegui-las, Lady Jaye precisa entrar de penetra em uma festa com figurões do alto escalão do governo, porém a cena é mal conduzida e se mostra uma versão “for dummies” de Missão Impossível ou 007.

    Obviamente, tudo funciona melhor quando a pancadaria volta a comer solta e esconde os buracos de roteiro. Afinal, ninguém vai ao cinema para ver G.I. Joe esperando fazer algum tipo de reflexão, a ideia é colocar o cérebro de molho e se divertir com o absurdo. O melhor momento do filme é a invasão de Snake Eyes e Jynx a um monastério no Himalaia. A luta em meio aos picos com ninjas pendurados por cordas é sensacional e vale o ingresso. Sem falar que justifica o atraso de vários meses para adicionar efeitos 3D, superior a Os Vingadores, por exemplo.

    G. I. Joe 2: Retaliação é um dos poucos casos em que incluir mais ação e explosões seria o caminho certo a seguir. O filme tem bons pontos: Dwayne Johnson é uma ótima adição à franquia, as roupas e veículos são mais fieis aos brinquedos e a trama é mais interessante e, mesmo assim, a coisa não engata. Há muitas mudanças bruscas de ritmo e uma diminuição na escala dos combates. Nas mãos de um bom diretor, ou até mesmo de Michael Bay, essa sequência poderia superar o original. Ao invés disso, temos um show de potencial desperdiçado.