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    GIGANTES DE AÇO

    Filme é para se ver com a família reunida diante de alguns baldes de pipoca. Vale o programa<br />
    Por Celso Sabadin
    25/10/2011

    Num futuro muito próximo, as lutas de boxe não são mais travadas por humanos, mas por robôs. Em busca de dinheiro, um ex-boxeador endividado tenta arranjar uma luta paga para o seu robô, mesmo que ele seja de um modelo ultrapassado e decadente.

    A sinopse acima cabe perfeitamente em dois filmes: a supeprodução spielberguiana Gigantes de Aço e o episódio Steel, de 1963, do seriado de TV Além da Imaginação. Sem problemas. Todos sabem que Spielberg, produtor executivo do filme, não só é louco por televisão, como começou sua carreira e sua formação profissional trabalhando em produções para a tela pequena. Mas pelo menos ele poderia ter dado o devido crédito a William Matheson, roteirista do antigo episódio.

    De qualquer maneira, provando novamente que em Hollywood nada se cria, nada se perde, tudo se refilma, Gigantes de Aço é ambientado em 2020 (o episódio, de 63, tinha ambientação no longínquo 1974), e mostra o ex-boxeador Charlie (Hugh Jackman, carismático como sempre), tentando pagar suas dívidas através de lutas clandestinas realizadas com os tais robôs gigantes.

    Verdadeiro looser (como cultura americana cultua isso!), Charlie não tem casa, não tem dinheiro, vive fugindo dos credores e – ainda por cima – recebe a notícia da morte de uma antiga namorada, que lhe deixou um filho de 11 anos que ele sequer conhece. Quer mais? O sujeito está disposto a vender o garoto.

    Não são necessários mais que 10 minutos para que se perceba tudo o que vai acontecer até o final. Mesmo porque a fórmula pai looser ausente + criança abandonada que se afeiçoa ao pai + empreitada sonhadora de desafiar os poderosos é uma das mais utilizadas e manjadas do cinemão americano. E o final é exatamente este que você está esperando. É o velho – e põe velho nisso – tema da segunda chance.

    A boa notícia, porém, é que todos estes clichezaços batidos e rebatidos são manipulados no filme com total competência por um time composto por nada menos que 12 produtores. Entre eles, além do já citado Speilberg, seu pupilo Robert Zemeckis (De Volta para o Futuro) e Shawn Levy (Uma Noite no Museu). Com um time deste calibre, não é de estranhar que Gigantes de Aço seja realmente impecável em sua produção e capricho.

    Se o roteiro não é dos mais criativos, misturando elementos de Seabiscuit com Rocky, de O Garoto com O Campeão, de Lassie com Transformers, criando uma verdadeira salada mista de tudo o que você já conhece, isso não é impedimento para que Gigantes de Aço não possa ser curtido sem compromisso, com a família toda reunida diante de alguns baldes de pipoca. Vale o programa.