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    GLEE 3D: O FILME

    Aproveitando o sucesso da série, filme não justifica o ingresso mais caro do 3D<br />
    Por Heitor Augusto
    12/09/2011

    Aproveitando o sucesso da série de televisão, o produtor Ryan Murphy colocou a trupe de Glee numa turnê filmada, cuja versão chega agora aos cinemas. Insiste-se em se chamar o resultado final de Glee 3D – O Filme. Engodo, pois o 3D é praticamente imperceptível, sequer cumprindo a obrigação mínima de aproximar o público do show. Além disso, alcunhar de “filme” um apanhado de músicas intercaladas por depoimentos de fãs é piada, né?

    Por isso, não olharemos para o produto de Ryan Murphy como filme, mas material audiovisual movido pela esperteza de um produtor buscando meios de ampliar lucros. Assim como Jonas Brothers 3D: O Show, Justin Bieber: Never Say Never e, até mesmo, Michael Jackson’s This is It – com o adendo de este mostrar um dos grandes artistas do século 20, enquanto o restante...

    Se eu fosse fã da trupe do seriado musical politicamente correto sobre as diferenças, ficaria frustrado com Glee 3D – O Filme. Até mesmo os shows do Rei do Pop filmados em vídeo nos anos 1980, como a turnê Bad em Yokohama (1987), eram muito mais envolventes e mais bem filmados.

    Sem entrar no mérito do artista, mas nas próprias filmagens e no material audiovisual. Os enquadramentos e as possibilidades de aproveitar os 14 integrantes da trupe, as projeções no palco e o fogos de artifício laterais são ridículas. Os cantores/atores são vistos sempre nas mesmas posições, pulando e gritando Come On para um público frenético. Tudo sempre muito rápido, movimentado e barulhento. Sem respiro algum.

    Como exercício, proponho a você, caro leitor, que for ao cinema assistir a Glee 3D – O Filme, buscar no YouTube Wanna Be Starting Something Bad Tour. Então, ficará explícito o quão risível é este pretenso musical em terceira dimensão.

    Em vídeo, com muito menos câmera e efeitos, nos anos 80 a experiência de imaginar a potência de um show era mais forte e plena do que com inúmeras câmeras 3D, palco cheio de histéricos pulando e nauseantes efeitos luminosos.

    Hoje, na aparência, tem-se mais: movimento, cor, som, velocidade. Não passam de mecanismos para maquiar carência de conteúdo.