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    GLITTER - O BRILHO DE UMA ESTRELA

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    A idéia é das mais antigas: quando um artista faz sucesso no mundo da música, logo aparece um punhado de produtores dispostos a fazer com que o mesmo sucesso seja repetido nas telas de cinema. Trata-se de um caça-níqueis com resultados quase sempre desastrosos para a arte cinematográfica. Não foi assim com Elvis Presley, por exemplo? A história se repete (em proporções ainda mais desastrosas) com Glitter, O Brilho de uma Estrela, filme que tinha como objetivo lançar a cantora pop Mariah Carey no cinema.

    Ingênua e rasa, a história mostra uma garota mestiça e pobre que é abandonada pela mãe, mas mesmo assim consegue realizar seu grande sonho de estrela: cantar no Madison Square Garden. Obviamente neste tipo de filme não se esperam roteiros muito profundos ou elaborados, mas Glitter supera (negativamente) até a pior das expectativas. A péssima direção não consegue dar vida aos personagens, que agem mecanicamente durante toda a ação. Na tela grande, Mariah Carey não tem nem um pingo do “brilho” prometido pelo título em português e o teoricamente glamouroso mundo do show business fica reduzido a um ou dois pequenos estúdios inexpressivos de gravação. Entre uma cena e outra, incontáveis cenas de Nova York em ritmo de videoclipe cansam o bom senso de qualquer espectador. Piorando tudo, o filme se encerra em clima de morte, tristeza e baixo astral.

    Não é de estranhar que Glitter tenha sido um retumbante fracasso nas bilheterias norte-americanas, onde faturou pouco mais de US$ 4 milhões. Menos que um quinto de seu custo.

    19 de fevereiro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br