Guardiões da Galáxia

GUARDIÕES DA GALÁXIA

(Guardians of the Galaxy)

2014 , 121 MIN.

12 anos

Gênero: Ação

Estréia: 31/07/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • James Gunn

    Equipe técnica

    Roteiro: Chris McCoy, Nicole Perlman

    Produção: Kevin Feige

    Fotografia: Ben Davis

    Trilha Sonora: Tyler Bates

    Estúdio: Craig Wood, Marvel Enterprises, Marvel Studios

    Montador: Fred Raskin

    Distribuidora: Hughes Winborne, Walt Disney Pictures

    Elenco

    Benicio Del Toro, Bradley Cooper, Chris Pratt, Dave Bautista, Djimon Hounsou, Emmett Scanlan, Glenn Close, John C. Reilly, Karen Gillan, Laura Haddock, Lee Pace, Melia Kreiling, Michael Rooker, Mikaela Hoover, Ophelia Lovibond, Peter Serafinowicz, Vin Diesel, Zoe Saldana

  • Crítica

    25/07/2014 14h01

    Por Daniel Reininger

    Muita gente estranhou quando a Marvel anunciou Guardiões da Galáxia, filme com um guaxinim e uma árvore como protagonistas. A desconfiança foi diminuindo a cada imagem e trailer divulgados, porém a certeza de que seria um grande longa só veio após assisti-lo de fato. Contrariando a lógica, o estúdio mostra mais uma vez que sabe mesmo o que está fazendo e entrega uma de suas melhores produções até o momento – e com mais cara de Star Wars do que os últimos filmes feitos por George Lucas.

    O longa acompanha Peter Quill (Chris Pratt), Gamora (Zoe Saldana), Drax (Dave Bautista), Groot (Vin Diesel) e Rocky Racum (Bradley Cooper), foras da lei que se unem para vender um artefato (que por acaso é uma das pedras do infinito) após acabarem juntos numa prisão espacial. Gamora é a única que entende o perigo do item e pretende tirar o artefato do alcance de Ronan, o Acusador, radical da raça Kree que ignora o cessar fogo com os Xandarians. Em troca da ajuda do titã Thanos, o vilão caça os guardiões para recuperar a pedra e finalizar sua vingança.

    Com roteiro redondo, ainda mais humor do que outras produções da Marvel e cenas de ação espetaculares, Guardiões da Galáxia empolga do começo ao fim. Embora seus protagonistas sejam estranhos, o espectador se importa com cada um deles. O diretor James Gunn consegue criar laços profundos entre os membros da equipe em apenas duas horas, coisa que mesmo Os Vingadores precisou aproveitar bases estabelecidas ao longo de vários filmes para fazer. Ou seja, quando estes personagem decidem lutar um pelo outro, tudo faz sentido.

    Assim como no longa de Joss Whedon, a personalidade de cada um gera discussões e brincadeiras entre os protagonistas, especialmente quando tentam definir qual será o próximo passo para saírem das enrascadas. Logo fica claro que todos tem algo em comum: dificuldade para se encaixar na sociedade e isso os aproxima ainda mais. Entretanto, essa química funciona especialmente devido a grandes atuações.

    Chris Pratt está perfeito como Senhor das Estrelas. Bradley Cooper está irreconhecível como dublador de Rocket Racoom (Rocky Racum no Brasil), personagem que rouba a cena ao lado de Groot, árvore humanoide interpretada por Vin Diesel. A relação dos dois é uma mistura de C3PO e R2D2 com Han Solo e Chewbacca, de Star Wars. Dave Bautista é outra surpresa, pouco mostrado nos trailers, garante algumas das frases mais engraçadas da produção. Os vilões também ajudam - Ronan e Nébula são grandes antagonistas e esbanjam crueldade.

    Embora a relação dos personagens seja o maior trunfo de Guardiões da Galáxia, tecnicamente a produção também dá um show. O visual é ótimo e a direção de arte cria belos ambientes alienígenas. No entanto, é a trilha sonora recheada de clássicos dos anos 70 e 80 que chama mais a atenção. Apesar de composições épicas aparecem na hora da ação, as músicas "terráqueas" tocadas por meio do toca-fitas de Peter Quill elevam o sarcasmo a outro nível.

    Guardiões da Galáxia é mais uma prova de respeito da Marvel pelos fãs. O filme nunca subestima o espectador e não tenta explicar tudo que acontece na tela – basta prestar atenção para não perder nada. Além disso, a diversão procura atingir diferentes públicos e mescla cenas épicas de batalha com piadas sobre a situação em que se encontram. É justo dizer que a produção é um dos melhores do estúdio - atrás apenas de Os Vingadores e Capitão América: O Soldado Invernal. Fazer uma lista nesse momento soa como algo injusto, afinal parece não haver limite para a Marvel, que tem procurado cada vez mais colocar bons roteiros nas mãos de diretores familiarizados com seu universo, tudo para criar uma experiência combinada (com outros filmes) nunca antes vista no cinema.



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