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    GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 2

    Longa é ainda mais engraçado do que o primeiro filme
    Por Daniel Reininger
    24/04/2017

    Superar a criatividade e diversão do primeiro Guardiões Da Galáxia parecia algo impossível, mas James Gunn conseguiu! O novo filme é incrível! Sem a obrigação de introduzir esses bizarros personagens para o público, o diretor pôde levar trama, comédia e ação a novos níveis, num dos melhores filmes da Marvel até aqui.

    Cada cena teve um cuidado especial de Gunn para que todos os elementos funcionassem com perfeição, as peças se encaixassem e as piadas atingissem seus objetivos. Pode parecer duvidoso, mas o longa é ainda mais engraçado do que o primeiro, com surpreendente elemento emocional, sem cair no melodrama.

    A trama acompanha os Guardiões em uma nova enrascada. Após ajudar os Soberanos a eliminar uma criatura extra-planar, numa abertura simplesmente sensacional com Baby Groot (Vin Diesel) dançando enquanto seus companheiros combatem, Rocket se mete em confusão e o grupo precisa fugir às pressas. É aí que cruzam com Ego (Kurt Russell), uma entidade misteriosa que tem algumas revelações para os guardiões.

    Com a mesma estratégia de Star Wars: O Despertar Da ForçaGunn divide o grupo em dois. Rocket (Bradley Cooper), Baby Groot (Vin Diesel) e a prisioneira Nebula (Karen Gillan) se metem em uma enrascada ao lado de Yondu (Michael Rooker) e Peter Quill (Chris Pratt), Gamora (Zoe Saldana) e Drax (Dave Bautista) tentam entender quem é Ego e quais são suas intenções, como vemos no trailer.

    Essa divisão funciona muito bem para desenvolver melhor os personagens e colocá-los em situações mais condizentes com suas naturezas, além de proporcionar cenas incríveis com climas bem diferentes. A questão é que Rocket junto de Ego, por exemplo, não daria certo e o mesmo é verdade se Gamora estivesse na situação contrária. Ponto para Gunn apesar de não ser nada inovador.

    Além disso, o filme é sobre família e Baby Groot é o coração da obra. Ele não só é o mascote da nave, como dança (menos quando Drax está olhando), é amado por todos do grupo e ninguém tem vergonha de admitir, nem mesmo Rocket. Ele consegue se tornar o mascote até de piratas espaciais, sabe lutar quando precisa e é fofo mesmo quando está prestes a cometer um erro e matar a todos, como na cena do botão vermelho do trailer.

    + Veja nossa entrevista com Pom Klementieff

    Guardiões Vol. 2 é o primeiro filme da Marvel a ter um vilão realmente interessante, com exceção de Loki de Vingadores. Aqui, o antagonista possui muitas camadas, é ameaçador, não cai em clichês ou caricaturas e não tem planos mirabolantes à toa. Não quero entrar mais em detalhes para não dar spoilers, então basta deixar claro que o conjunto de vilões é realmente interessante e todos são engraçados de alguma forma, mas um deles se destaca do começo ao fim (ficará óbvio durante o filme).

    Claro que é impossível não mencionar o visual estonteante da obra. O planeta de Ego é simplesmente fenomenal, as naves têm visuais cada vez mais incríveis, os Soberanos são tão exagerados que chegam a ser engraçados além de belos, mas num bom sentido. O CGI é sempre de qualidade, os combates são incríveis e bem filmados, cheios de tensão e momentos heroicos, e, é claro, a trilha sonora é magnífica. Não só as músicas são bem escolhidas, como cabem como uma luva para as cenas em que são tocadas.

    + Veja nossa entrevista com James Gunn

    Guardiões Da Galáxia Vol. 2 é um filme encantador, emocionante, divertido e capaz de mexer com os espectadores de diversas formas, sem forçar a barra com melodrama e nem comédia pastelão desnecessária. Narrativa fluida, história bem feita com poucos problemas, mostra que a Marvel chega ao seu ápice quando sai da mesmice. Seria esse o melhor filme sobre espaço das últimas décadas? Como fã tanto de Star Wars, Star Trek e Guardiões Da Galáxia, acho melhor deixar essa pergunta no ar por enquanto, mas só o fato dela existir já é ponto positivo para Baby Groot e companhia.

    Ah sim, fique até o final da quinta cena pós-créditos. Todas valem a pena.