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    GUERRA É GUERRA!

    Apesar de bastante previsível, longa cumpre o que promete: levar ao público hora e meia de puro entretenimento<br />
    Por Roberto Guerra
    15/03/2012

    O novo longa de Reese Witherspoon (que esteve no Brasil para promovê-lo) é um misto de comédia, romance e ação que usa e abusa dos clichês dos filmes de espionagem, não aprofunda os conflitos dramáticos e também não se leva a sério, por isso mesmo cumpre o que promete: levar ao público hora e meia de puro entretenimento. Guerra é Guerra tem inúmeros delizes, mas funciona a contento e a boa interação entre os atores faz com que a história flua bem e conquiste a atenção do espectador.

    Reese interpreta Lauren Scott, uma mulher que avalia produtos para consumidores e está em busca de sua cara-metade depois de ter sido abandonada por um antigo namorado. Quando sua melhor amiga faz um perfil seu em um site de relacionamentos, ela conheceo Tuck (Tom Hardy, de A Origem), aparentemente um agente de viagens pacato e romântico, e FDR (Chris Pine, de Star Trek), um bon vivant galanteador que faz de tudo para convencê-la a sair com ele. O que Lauren nem imagina é que Tuck e FDR se conhecem, são melhores amigos e trabalham juntos. Mais: são agentes da CIA.

    Quando descobrem que estão interessados pela mesma mulher, os espiões passam a competir e utilizam os recursos da agência para sair em vantagem em relação ao outro. Para justificar as cenas de ação, uma subtrama com o mais batido dos clichês: antagonista russo maldoso e descerebrado em busca de vingança. Felizmente a trama improvável é conduzida pelo diretor McG (As Panteras), que não é exatamente conhecido por sutileza ou densidade cinematográfica, mas sabe nos mergulhar rapidamente na descrença absoluta e, por isso mesmo, encaramos sem compromisso na trama.

    Afinal, se o espectador for levar a sério agentes da CIA que moram em apartamentos de luxo com direito a piscina no teto, podem usar a tecnologia da agência de inteligência à vontade para resolver problemas pessoais, têm acesso exclusivo às obras de Gustav Klimt e conseguem um circo particular com globo de espelho no teto para românticas aulas de trapézio (?), vai sair da sala antes de terminada a sessão.

    A máxima "você já viu um, viu todos" se aplica a Guerra é Guerra, mas, apesar de bastante previsível, o longa é bem “assistível”. Entretenimento descompromissado para casais de namorados que não estão procurando nada sério.