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    HANNAH MONTANA: O FILME

    Por Celso Sabadin
    03/06/2009

    Ok, tudo bem, talvez eu seja um sujeito estranho por querer buscar algum tipo de "mensagem" num filme descompromissado como Hannah Montana – O Filme, mas achei a tal mensagem. Fazer o que, achei! O filme me incomodou um pouco.

    Explico: até as cenas finais, tudo vai bem. O filme mostra que Miley Cyrus, a "garota comum" por trás da pop star Hannah Montana, está ficando diferente, fútil e consumista, com a fama subindo-lhe à cabeça. Um caso típico de criatura engolindo o criador. Seu pai, então, decide lhe aplicar um corretivo: confina a menina por duas semanas no sítio da avó, onde deverá aprender a valorizar novamente as coisas simples e verdadeiras da vida. Lembra um pouco os roteiros de Doc Hollywood – Uma Receita de Amor ou Carros. Até aí, tudo conforme previsto. Previsto até demais, diga-se. O problema é que, na cena final (não vou contar), torna-se bem clara a mensagem de que é muito melhor fantasiar-se com uma peruca loira e fingir ser Hannah Montana do que voltar ao anonimato e ser autêntico. A história dá um "dane-se" para a autenticidade e para os valores mais reais da vida, e prega que o importante mesmo é ser famoso. Pelo menos foi assim que eu percebi o filme.

    Estava começando a pensar que talvez eu tivesse viajado demais na teoria quando meu filho de sete anos, que me acompanhou na sessão, disse o seguinte: "Quando ela é Hannah Montana, todo mundo gosta dela; quando ela não é, ninguém gosta". Vixi Maria! Eu não estava viajando tanto assim. A "mensagem" foi transmitida. E agora, o que eu falo pro garoto? "Se a versão é mais interessante que o fato, publique-se a versão?" Peço para ele assistir a O Homem que Matou o Facínora? Ou simplesmente excluo o Disney Channel da minha TV paga?

    Não quero dar uma de Ubaldo, o Paranoico (os mais velhos sabem do que estou falando), mas Hannah Montana - O Filme parece ser um enorme merchandising do consumismo e da era da ditadura das celebridades. Fora isso, é tudo bonitinho, bem feitinho, bem cantadinho, bem dançadinho, bem fotografadinho, bem produzidinho, bem embaladinho e bem distribuidinho...

    Só como curiosidade, a jovem atriz Miley Cyrus fez sua estréia cinematográfica em 2003, no filme Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas, aos 11 anos. Ninguém poderia supor que três anos mais tarde ela estaria bombando como protagonista do seriado de televisão Hannah Montana, sobre esta mega pop star adolescente que vive uma vida "normal" quando não está com sua roupa de palco.

    Confira. Talvez o doido aqui seja eu.