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    HAPPY FEET 2: O PINGUIM

    Filme vale pelo seu visual caprichado e bom ritmo de ação, mas peca pela mesmice de roteiro
    Por Celso Sabadin
    24/11/2011

    Com o impressionante desenvolvimento da informática, a tecnologia da animação está cada vez mais acessível aos mais diversos estúdios. Movimentos precisos, paisagens deslumbrantes, personagens de altíssimo carisma, cores, texturas... tudo isso está cada vez mais irretocável nos atuais longas de animação.

    Grandes roteiros, porém, parece ainda uma área dominada por poucos. Bem poucos. Talvez somente pela Pixar, arriscaria dizer. A chegada aos cinemas de Happy Feet 2 comprova novamente esta tese. O visual das geleiras é de tirar o fôlego, as “tomadas” subaquáticas beiram à perfeição, os personagens são extremamente simpáticos e divertidos (para a alegria dos licenciadores de brinquedos, é claro)... mas e a trama? A chamada história, roteiro, argumento, aquilo que deveria ser o mote principal de todo e qualquer filme, onde anda?

    É fácil verificar: neste segundo episódio, os pinguins Mano e Gloria estão casados e tem um filho, Erik. E adivinha só: a exemplo do seu pai no primeiro filme, o pequeno pinguim também está encontrando dificuldades em encontrar espaço em seu mundo gelado. A autoafirmação só virá após a vitória sobre novos e terríveis perigos que ameaçam a própria sobrevivência da raça. Peralá! Já não vimos este filme antes? Várias vezes. Superação, busca pelos ideais, a valorização do diferente, o discurso contra a intolerância, tudo reciclado e requentado para o mundo dos pinguins.

    Happy Feet 2 vale somente pelo seu visual caprichado e pelo bom ritmo de ação, mas peca pela mesmice de roteiro. Mas como parece que pouca gente se preocupa com isso ultimamente, pegue as crianças, divirta-se... e não se esqueça da pipoca. Afinal, é delas que o cinema sobrevive...