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    HARRY POTTER E A CÂMARA SECRETA

    Por Celso Sabadin
    22/11/2002

    Franquia não se discute: se curte. Tecer comentários e considerações filosóficas sobre Harry Potter e a Câmara Secreta é, no mínimo, perda de tempo. Trata-se de um filme para ser curtido e saboreado, não para ser pensado. É diversão a toda prova. Obviamente a primeira pergunta do fã é a seguinte: Câmara Secreta é melhor ou pior que Pedra Filosofal? Nem pior nem melhor. Apenas um pouco diferente. É o próprio diretor Chris Columbus quem afirma: "Harry Potter e a Câmara Secreta é mais sombrio e as seqüências de ação e aventura são mais longas, mais assustadoras e emocionantes do que no primeiro filme".

    Sem dúvida. Depois de comprovar em Harry Potter e a Pedra Filosofal que a franquia tem tudo para ser um mega sucesso, desta vez os roteiristas foram mais ousados, posicionando o filme mais para o público adolescente que para o infantil. As crianças menores, inclusive, poderão até se assustar com os momentos mais lúgubres, mais fantasmagóricos e - por que não - mais sanguinolentos de Harry Potter e a Câmara Secreta. É como se o público - assim como os atores mirins - tivessem crescido um pouquinho desde Harry Potter e a Pedra Filosofal, há um ano.

    A trama agora se passa no segundo ano letivo de Hogwarts, a deliciosa escola mágica dos amigos bruxinhos. E tudo gira em torno de uma tal câmara secreta onde um terrível monstro vingador estaria preso, pronto a atacar e a destruir os chamados "inimigos do herdeiro". Mais explicações só vendo o filme. Afinal, aqui a aventura e a magia valem mais que a história propriamente dita. Aventura é magia que, por sinal, não faltam a Harry Potter e a Câmara Secreta nem por um minuto. Ligados por uma direção de arte nunca menos que maravilhosa, passeiam pela tela durante duas horas e quarenta minutos de projeção seres inesquecíveis como um elfo com complexo de inferioridade, magos inebriantes, um falso mágico de fachada (Gilderoy Lockhart, uma divertida sátira à fama vazia, estilo revista Caras, personagem que Kenneth Brannagh assumiu após a recusa de Hugh Grant,), uma cobra gigantesca, uma fantasminha chorona que nunca sai do banheiro feminino, um fantasmão amigo de todos que perambula pelo lugar com a cabeça quase caindo, além, é claro, da super simpática e carismática tríade formada por Harry Potter (Daniel Radcliffe, Ron Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson).

    Precisa mais? Precisa: belas locações na Escócia e na Inglaterra, cenários de tamanhos superiores a 2.500 metros quadrados, 300 operários de construção, 25 diretores de arte e desenhistas, quatro decoradores de set, quatro escultores, cinco retratistas, 20 especialistas em objetos de cena, 14 automóveis Ford modelo Anglia cor azul (o carro do pai de Ron), além, é obvio, de um generoso orçamento de US$ 100 milhões. Tudo em nome da magia, da aventura e da diversão pura e simples.

    A única nota triste do filme foi a morte do ator Richard Harris, deixando vago, para o terceiro episódio, o charmoso papel de Dumbledore.

    21 de novembro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br