HARRY POTTER E A CÂMARA SECRETA

HARRY POTTER E A CÂMARA SECRETA

(Harry Potter and the Chamber of Secrets)

2002 , 161 MIN.

Gênero: Aventura

Estréia: 22/11/2002

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Chris Columbus

    Equipe técnica

    Roteiro: Steve Kloves

    Produção: David Heyman

    Fotografia: Roger Pratt

    Trilha Sonora: John Williams

    Estúdio: 1492 Pictures, Heyday Films, MIRACLE Productions GmbH, Warner Bros.

    Montador: Peter Honess

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Alan Rickman, Alfie Enoch, Alfred Burke, Ben Borowiecki, Bonnie Wright, Brendan Columbus, Charlotte Skeoch, Chris Rankin, Christian Coulson, Daisy Bates, Daniel Radcliffe, Danielle Tabor, David Bradley, David Churchyard, David Holmes, David Massam, David Tysall, Devon Murray, Edward Randell, Edward Tudor-Pole, Eleanor Columbus, Emily Dale, Emma Watson, Fiona Shaw, Gemma Jones, Gemma Padley, Harry Melling, Harry Taylor, Heather Bleasdale, Helen Stuart, Hugh Mitchell, Isabella Columbus, James Phelps, Jamie Waylett, Jamie Yeates, Jason Isaacs, Jenny Tarren, Jim Norton, John Cleese, Josh Herdman, Julian Glover, Julie Walters, Kenneth Branagh, Les Bubb, Leslie Phillips, Louis Doyle, Luke Youngblood, Maggie Smith, Mark Williams, Martin Bayfield, Matthew Lewis, Miriam Margolyes, Oliver Phelps, Peter O'Farrell, Peter Taylor, Richard Griffiths, Richard Harris, Robbie Coltrane, Robert Ayres, Robert Hardy, Rochelle Douglas, Rupert Grint, Sally Mortemore, Scot Fearn, Sean Biggerstaff, Shirley Henderson, Toby Jones (voz), Tom Felton, Tom Knight, Tony Christian, Veronica Clifford, Violet Columbus, Warwick Davis

  • Crítica

    22/11/2002 00h00

    Franquia não se discute: se curte. Tecer comentários e considerações filosóficas sobre Harry Potter e a Câmara Secreta é, no mínimo, perda de tempo. Trata-se de um filme para ser curtido e saboreado, não para ser pensado. É diversão a toda prova. Obviamente a primeira pergunta do fã é a seguinte: Câmara Secreta é melhor ou pior que Pedra Filosofal? Nem pior nem melhor. Apenas um pouco diferente. É o próprio diretor Chris Columbus quem afirma: "Harry Potter e a Câmara Secreta é mais sombrio e as seqüências de ação e aventura são mais longas, mais assustadoras e emocionantes do que no primeiro filme".

    Sem dúvida. Depois de comprovar em Harry Potter e a Pedra Filosofal que a franquia tem tudo para ser um mega sucesso, desta vez os roteiristas foram mais ousados, posicionando o filme mais para o público adolescente que para o infantil. As crianças menores, inclusive, poderão até se assustar com os momentos mais lúgubres, mais fantasmagóricos e - por que não - mais sanguinolentos de Harry Potter e a Câmara Secreta. É como se o público - assim como os atores mirins - tivessem crescido um pouquinho desde Harry Potter e a Pedra Filosofal, há um ano.

    A trama agora se passa no segundo ano letivo de Hogwarts, a deliciosa escola mágica dos amigos bruxinhos. E tudo gira em torno de uma tal câmara secreta onde um terrível monstro vingador estaria preso, pronto a atacar e a destruir os chamados "inimigos do herdeiro". Mais explicações só vendo o filme. Afinal, aqui a aventura e a magia valem mais que a história propriamente dita. Aventura é magia que, por sinal, não faltam a Harry Potter e a Câmara Secreta nem por um minuto. Ligados por uma direção de arte nunca menos que maravilhosa, passeiam pela tela durante duas horas e quarenta minutos de projeção seres inesquecíveis como um elfo com complexo de inferioridade, magos inebriantes, um falso mágico de fachada (Gilderoy Lockhart, uma divertida sátira à fama vazia, estilo revista Caras, personagem que Kenneth Brannagh assumiu após a recusa de Hugh Grant,), uma cobra gigantesca, uma fantasminha chorona que nunca sai do banheiro feminino, um fantasmão amigo de todos que perambula pelo lugar com a cabeça quase caindo, além, é claro, da super simpática e carismática tríade formada por Harry Potter (Daniel Radcliffe, Ron Weasley (Rupert Grint) e Hermione Granger (Emma Watson).

    Precisa mais? Precisa: belas locações na Escócia e na Inglaterra, cenários de tamanhos superiores a 2.500 metros quadrados, 300 operários de construção, 25 diretores de arte e desenhistas, quatro decoradores de set, quatro escultores, cinco retratistas, 20 especialistas em objetos de cena, 14 automóveis Ford modelo Anglia cor azul (o carro do pai de Ron), além, é obvio, de um generoso orçamento de US$ 100 milhões. Tudo em nome da magia, da aventura e da diversão pura e simples.

    A única nota triste do filme foi a morte do ator Richard Harris, deixando vago, para o terceiro episódio, o charmoso papel de Dumbledore.

    21 de novembro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br



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