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    HÉRCULES

    Filme pipoca à moda antiga, Hércules diverte
    Por Roberto Guerra
    02/09/2014

    Em cinema a pretensão é tudo. E o produtor e diretor Brett Ratner (Roubo nas Alturas), felizmente, pretendeu apenas fazer um filme pipoca com seu Hércules. Fez e até que não se saiu mal.

    Mesmo irregular em alguns momentos, o longa cumpre seu papel e garante diversão ao público. Melhor: evita dois problemas comuns em blockbusters atuais, que são excesso de duração e presunção de ser levado a sério.

    O longa de Ratner reinventa o conto mitológico com base na HQ The Tracian Wars, de Steve Moore. Hércules é mostrado como uma espécie de mercenário que cruza a Grécia com seu bando vendendo serviços para os interessados em se livrar de alguma ameaça.

    Mais adiante alguns flashbacks começam a revelar os acontecimentos que o levaram a esta situação. O público vai descobrindo aos poucos, mas fica claro de imediato que o motivo tem a ver com uma tragédia que se abateu sobre sua família e atormenta seus pensamentos.

    Antes, no entanto, um preâmbulo o apresenta como o semideus filho de Zeus e da mortal Acmena. Alguns dos famigerados "12 Trabalhos" do herói são mostrados em cenas bem feitas, como seu confronto com o Leão de Nemeia e a Hidra de Lerna.

    Seu bando se vale da lenda em torno desses grandes feitos para conseguir trabalho. E a propaganda parece funcionar bem. Assim que terminam um serviço são contratados literalmente a peso de ouro pelo rei da Trácia (Jonh Hurt).

    Ele precisa que Hércules treine seu exército de camponeses inexperientes e combata na linha de frente o inimigo que se aproxima de suas terras. O que segue são muitas cenas de batalhas - não tão bem feitas como as da abertura mitológica - e reviravoltas inseridas sob medida para manter o interesse do público.

    Dwayne Johnson, mesmo considerando-se suas limitações dramáticas, leva bem o papel. Não se exige dele mais do que é capaz de entregar e, verdade seja dita, ele se esforça e consegue imprimir personalidade ao personagem. Seu Hércules, um tipo entre convencido e desdenhoso, funciona.

    Hércules não é um grande longa, mas nunca teve a pretensão de sê-lo. É descontraído, levado em bom ritmo e com uma história bem construída o suficiente para manter atenção do espectador. Um inocente filme pipoca à moda antiga.