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    HIGH SCHOOL BAND

    Gaelen Conell ofusca Vanessa Hudgens em filme sobre competição de bandas<br />
    Por Heitor Augusto
    11/09/2009

    Nos Estados Unidos, o filme sobre um grupo de adolescentes pirados por uma competição de bandas foi lançado como Bandslam. Aqui no Brasil, para induzir o público a fazer associações, a Paris Filmes trocou o nome para High School Band - afinal, tem música e Vanessa Hudgens, então é high school, né?

    Uma sacada comercial não tão justa com o longa de Todd Graff. Apesar de ter a mesma atriz, a canção e o universo adolescente, há uma diferença elementar: a música é muito mais importante que o romance. Apesar de pintar um clima entre Will (Gaelen Conell) e Sa5m (Hudgens), o namoro está em segundo plano. O negócio mesmo é arrasar no palco.

    Essa mudança de foco deixa High School Band muito mais interessante, especialmente pelas referências musicais. Will, o novato na escola, sabe muito mais de música que a média dos garotos de sua idade. Durante todo o filme, endereça cartas a ninguém menos que o rei do glam rock, David Bowie – e, com isso, compartilha suas inseguranças e vitórias com quem o assiste.

    No rol de referências ainda constam Clap Your Hands And Say Yeah, U2, The Killers - pena que as músicas executadas no filme se aproximam mais do pop-rock do que do rock, de fato. Para os chatos, como este que escreve, ainda dá para apontar um erro de sincronização. É nítido que as músicas tocadas no palco foram gravadas em estúdio e que os cantores estão dublando. Por que não colocar um som menos “limpo” e mais vivo?

    O novo Michael Cera?

    High School Band revela um talento que precisa ser explorado e exigido em outros estilos de cinema. Gaelen Conell, o protagonista que indica os rumos musicais da banda I Can’t Go On, I’ll Go On, é muito bom. Encaixou perfeitamente no tipo indie, tímido, que só se sente confortável quanto o assunto é música. Resta saber se seu carisma vai levá-lo a ser taxado de novo Michael Cera (Juno) ou se ele tem recursos para fugir das comparações.

    Perto dele, a interpretação do resto do elenco, incluindo Vanessa Hudgens, é apenas aceitável. O destaque negativo entre os atores é Scott Potter, que interpreta o bonitão (e sacana) Ben Wheatly: ele é muito fraco e tem uma relação bem artificial com a câmera.

    A direção de Graff não traz nenhuma inovação e conduz o filme em cima de clichês, sejam eles os momentos de emoção ou as coincidências que unem os personagens. A competição de bandas, o clímax do filme, tem diversos elementos idênticos a musicais dos anos 80, especialmente a emoção, a trapaça, a sabotagem e a vitória do inesperado. Mas tudo isso é bem feito.

    High School Band é um filme feito em cima de passagens previsíveis e com clima de The O.C. – Um Estranho No Paraíso. Porém, consegue manipular emoções e trazer momentos que conquistam, mesmo que uma canção com as frases Não sou um príncipe/ Não sou um santo/ Não sou o sonho de ninguém não seja o mote das nossas vidas.

    Um filme melhor do que alguém que não compartilha do universo high school poderia esperar.