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    HITMAN - ASSASSINO 47

    Por Maria Clara Matos
    14/12/2007

    Frio e misterioso, o Agente 47 (Timothy Olyphant) é criado por uma organização sob uma rígida educação e treinamento extremamente pesado para se tornar um exímio assassino. 47 - número do código de barras tatuado em sua nuca - torna-se um matador de aluguel, mas sua existência está ligada a uma luta silenciosa para livrar o mundo do mal.

    Em uma trama que envolve tanto a Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) quanto o exército russo, o assassino, depois de receber a missão de matar o primeiro-ministro da Rússia, de "caçador" torna-se "caçado". A partir daí, o assassino tenta obstinadamente encontrar quem armou a cilada na qual está envolvido e o porquê. Em meio à trama, o matador tem de lidar com seus sentimentos por Nika Boronina (Olga Kurylenko), namorada de um de seus grandes inimigos.

    Hitman - O Assassino 47, do diretor Xavier Gens (Frontier), é a adaptação às telas do videogame Hitman, popular série da Eidos e da IO Interactive. Olyphant, que interpreta o grande inimigo de John McClane (Bruce Willis) em Duro de Matar 4.0, não surpreende em sua atuação como o austero e determinado Assassino 47. Até por que o enredo, pobre e confuso, não o ajuda.

    As cenas de lutas e grandes incêndios lembram os filmes da série Duro de Matar e da trilogia iniciada com A Identidade Bourne, além de ter pitadas de 007 Cassino Royale. São muito bem encenadas e agrupadas como videoclipes, aproximando Hitman - O Assassino 47 a obras vazias, mas visualmente impactantes, como A Senha: Swordfish, também roteirizado por Skip Woods.

    A personagem interpretada Olga Kurylenko - que contracenou com Elijah Wood em Paris, Te Amo - também não chama atenção e seu papel parece ter sido criado para agradar aos espectadores mais sentimentais, que gostariam de ver o indestrutível assassino abalado sentimentalmente por uma bela garota. Mas, sem personalidade, a russa parece ser um mero enfeite. Assim, com personagens fracos e enredo confuso, Hitman - O Assassino 47 não inova nem surpreende, caindo nos clichês dos filmes de ação mais simplórios.