HOMEM-ARANHA 2

HOMEM-ARANHA 2

(Spider Man 2)

2004 , 128 MIN.

Gênero: Aventura

Estréia: 02/07/2004

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Sam Raimi

    Equipe técnica

    Roteiro: Alfred Gough, Alvin Sargent, Michael Chabon, Miles Millar

    Produção: Avi Arad, Laura Ziskin, Lorne Orleans

    Fotografia: Bill Pope

    Trilha Sonora: Danny Elfman

    Estúdio: Columbia Pictures Corporation, Laura Ziskin Productions, Marvel Enterprises

    Distribuidora: Sony Pictures

    Elenco

    Aasif Mandvi, Alfred Molina, Andy Bale, Anne Betancourt, Bill Calvert, Bill E. Rogers, Bill Nunn, Brendan Patrick Connor, Brent Briscoe, Brianna Brown, Bruce Campbell, Chloe Dykstra, Christine Estabrook, Cliff Robertson, Dan Callahan, Dan Hicks, Daniel Dae Kim, Daniel Gillies, Donna Murphy, Donnell Rawlings, Dylan Baker, Elizabeth Banks, Ella Rogers, Elya Baskin, Elyse Dinh, Emily Deschanel, Gregg Edelman, Hal Sparks, J.K. Simmons, James Franco, Jason Fiore-Ortiz, Jill Sayre, Joanne Baron, Joe Virzi, Joel McHale, Joey Diaz, John Landis, John Paxton, Jopaul Epp, Joy Bryant, Julia Max, Kelly Connell, Kirsten Dunst, Louis Lombardi, Mageina Tovah, Marc John Jefferies, Michael Edward Thomas, Molly Cheek, Peter Allas, Peter McRobbie, Peter Vouras, Reed Diamond, Rickey G. Williams, Rosemary Harris, Roshon Fegan, Savannah Pope, Scott Spiegel, Simone Gordon, Stan Lee, Susie Park, Taylor Gilbert, Ted Raimi, Tim Storms, Timothy Jerome, Timothy Patrick Quill, Tobey Maguire, Tom Carey, Tony Campisi, Tricia Peters, Vanessa Ferlito, Venus Lam, Weston Epp, Willem Dafoe, Zachry Rogers

  • Crítica

    02/07/2004 00h00

    Equacionar uma superprodução hollywoodiana não é tarefa fácil. As variáveis são muitas e, quase sempre, o resultado deixa a desejar. O fator determinante para os erros de cálculo na hora de se fazer um blockbuster diz respeito, invariavelmente, aos orçamentos milionários. Num filme como Homem-Aranha 2, por exemplo, que custou US$ 200 milhões aos cofres da Columbia, a pressão por resultados economicamente satisfatórios é muito grande por parte dos executivos e produtores, o que significa impor ao diretor uma série de restrições mais um bocado de exigências para, segundo eles, diminuir a margem de risco. A restrição principal é não ousar, fazer o trivial, o que costuma dá certo. As exigências, por sua vez, vão da escolha deste ou daquele astro para o papel principal até a obrigatoriedade de prodigalizar efeitos especiais. Como se sabe, na matemática dos executivos, efeitos especiais e milhões de dólares são sinônimos.

    Em casos assim, os diretores muitas vezes se vêm de mãos atadas e têm dificuldades de equilibrar as variáveis. O resultado disso a gente costuma ver com certa freqüência: filmes pomposos, repletos de inovações tecnológicas, mas cheio de falhas básicas, como roteiros mal amarrados, interpretações tacanhas, diálogos infantis e por aí vai. Por isso, merece elogios esta continuação de Homem-Aranha, sucesso estrondoso de bilheteria em 2002. O diretor Sam Raimi, desta vez, além de ter de lidar com as pressões já citadas, tinha a ingrata missão de repetir o êxito do filme anterior. E, como se sabe, continuações costumam ficar aquém dos originais na maioria das vezes. Só que Homem-Aranha 2 supera o original e muito.

    Peter Parker (mais uma vez interpretado por Tobey Maguire) está de volta como um loser de primeira. Logo no início do filme, perde o emprego, não consegue revelar seu amor por Mary Jane (Kirsten Dunst), é repreendido por um professor da faculdade, não consegue pagar o aluguel e, pior, perturbado, começa a perder seus superpoderes. Isso, somado ao talento de Maguire para dar profundidade ao personagem, contribui para a humanização de Parker aos olhos do público. Ele é como nós, cheio de problemas e suscetível a falhar quando estressado e deprimido.

    Em contraponto à crise de identidade do Aranha, Raimi pontua o filme com muito humor, como a cena da violinista oriental que toca a música-tema do personagem nas ruas de Nova York, ou quando, ao perder os poderes, o herói precisa entrar num elevador onde trava um hilário diálogo com um passageiro sobre o conforto de seu uniforme.

    Se não bastassem esses pontos positivos, Homem-Aranha 2 também se supera nas seqüências de ação. Dois anos de avanços em efeitos especiais foram o suficiente para levar às telas um Homem-Aranha mais ágil, mais real em seus vôos entre os arranha-céus da cidade. Além disso, o novo inimigo, Dr. Octopus, interpretado com competência por Alfred Molina, surpreende pela veracidade das cenas em que escala prédios ou combate o herói aracnídeo. Efeito especial é bom quando não parece um efeito especial e, em nenhum momento do filme, as situações parecem falseadas.

    Em suma: Homem-Aranha 2 é um ótimo filme de ação e um bom exemplo de que uma superprodução e uma produção de qualidade não são termos dissociados. É só equacionar e equilibrar. Nem sempre é fácil, mas Sam Raimi mostrou que é possível.




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