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    HOMEM-ARANHA: LONGE DE CASA

    Por Daniel Reininger
    27/06/2019

    Depois do épico e emocionante Vingadores - Ultimato, Homem-aranha: Longe De Casa baixa o tom e cria uma aventura leve e divertida de Peter Parker pela Europa. Apesar de tentar amenizar um pouco as coisas após o retorno de metade da população do universo e da morte de Tony Stark, Peter ainda precisa lidar com traumas e questões que o assombram, transformando esse filme em uma boa continuação dos eventos dos Vingadores, ao mesmo tempo em que deixa as coisas mais humanas.

    Na trama, Peter se esforça para ser quem Tony queria que ele fosse e acontecimentos inesperados testam a vontade do amigão da vizinhança em ser um Vingador. Para quem conhece os quadrinhos, talvez a trama e reviravoltas sejam óbvias logo de cara. Para quem não leu, o longa traz algumas questões bem interessantes enquanto o personagem viaja pelo mundo ao lado da pessoa que ama, mas para quem não consegue se declarar: MJ.

    + Saiba quem é Mystério

    É um alívio ver uma história menor e mais centrada em eventos que não envolvam salvar o mundo. Melhor ainda é ver a humanidade do personagem, um cara normal, algo que faz do Aranha um dos personagens mais amados da cultura pop. Sim, ele é um super-herói, mas também é como nós. Esse é um dos pontos fortes da Marvel e não só nos cinemas.

    Caso não esteja claro, o longa é uma comédia adolescente, com muito romance e foco no valor da amizade, mas também com um toque de espionagem, mais ou menos como acontece com o anterior. O fator novo é Quentin Beck, interpretado muito bem por Jake Gyllenhaal, um super-herói corajoso de uma Terra alternativa.

    A inclusão de Mystério foi uma escolha perfeita para um momento pós Ultimato e também para questionar a nossa própria realidade dominada por fake news, políticos inescrupulosos e manipulação. A questão é que Beck compreende o poder da imagem e a percepção das pessoas ao mundo a sua volta, uma habilidade persuasiva que não requer poderes de outro mundo, apenas profundo entendimento da sociedade atual.

    Do ponto de vista técnico, esse filme apresenta efeitos muito bem feitos, talvez alguns dos melhores do MCU, ao lado de Doutor Estranho. A trilha sonora funciona bem e as cenas de ação são claras, mesmo quando as coisas ficam surreais.

    O melhor continua sendo o elenco. Tom Holland é um ótimo Peter Parker, a única crítica aqui é em relação a como o personagem parece muito mais ingênuo do que deveria, mas foi uma escolha de roteiro e não de atuação. Zendaya é ótima como a sagaz MJ e, claro, Jacob Batalon rouba a cena quando aparece como Ned Leeds. Como dito acima, Jake Gyllenhaal manda bem e acerta o tom, mesmo quando parece exagerar em sua atuação, é tudo proposital.

    Longe De Casa funciona graças a seu humor, diálogos inteligentes e cenas de ação hábeis bem feitas. Peter Parker enfrenta o peso de ser o sucessor de Tony Stark e prepara terreno para um futuro interessante do Homem-Aranha no MCU. O final é surpreendente e vai deixar muita gente se perguntando como será o futuro do personagem e essa vontade de ver onde as coisas vão parar é uma das melhores armas da Marvel Studios, que entrega mais um bom filme sem parecer se esforçar para isso.