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    HOMEM-FORMIGA E A VESPA

    Por Daniel Reininger
    02/07/2018

    Homem-formiga E A Vespa é uma ótima comédia, supera o primeiro filme e mesmo sem o charme e estilo de Guardiões Da Galáxia ou Thor: Ragnarok, consegue ser um ótimo filme para dar sidadas com super-heróis. O diretor Peyton Reed manteve tudo que deu certo no primeiro Homem-formiga, como o humor e a ação criativa. Sem falar que a Vespa ajuda muito a fazer desse filme algo realmente divertido.

    Antes de mais nada, não espere que o filme continue a trama de Vingadores: Guerra Infinita, afinal o longa se passa antes de Thanos estalar os dedos e matar metade do universo. Não é um spoiler, porque está na sinopse oficial da Marvel, que o longa mostra o que rolou com Scott Lang (Paul Rudd) após Guerra Civil, com o herói em prisão domiciliar após ajudar Capitão América e seus amigos na Alemanha.

    Mas isso não significa que o longa ignora o que aconteceu no universo cinematográfico da Marvel, afinal a primeira cena pós-créditos traz revelações sobre Vingadores 4. Considere essa cena final como a cereja do bolo após uma sessão de boa aventura e muitas risadas.

    Assim como o primeiro Homem-formiga, que é indiscutivelmente o filme mais leve do MCU em termos de trama e tom, a sequência mantém essa dinâmica e abraça o ridículo de vez dos poderes de Scott e faz isso sem deixar de criar ótimas cenas de ação, sempre engenhosas. A decepção fica para o Reino Quântico, a dimensão microscópica alternativa em que Janet van Dyne (Michelle Pfeiffer) aparentemente ficou presa por décadas. O filme explora muito pouco desse local e, depois de Doutor Estranho, a paisagem subatômica pareceu um pouco sem graça, apesar de bonita.

    O legal é que tanto o Homem-Formiga quanto a Vespa têm a mesma importância no longa, Hope proporciona força e carisma ao filme, já que a necessidade de resgatar sua mãe perdida dá à história um peso emocional bem pessoal e garante muitos momentos de destaque para Evangeline Lilly, que ainda possui ótimas lutas e diálogos.

    Como esperado, Michael Pena é destaque novamente, mas é a pequena Abby Ryder Fortson que rouba a cena mesmo como Cassie. Sua fofura e relação com Scott conquistam os espectadores, nada mais justo tamanho o seu carisma. Interessante que até mesmo Randall Park pode brilhar no ingrato papel do agente do FBI Jimmy Woo, que aparece pouco, mas arranca risadas em todas as aparições.

    Já a vilã Fantasma é interessante e poderia ser uma antagonista fantástica, mas seu papel se torna muito raso ao longo do filme, embora ela não seja uma vilã clássica das histórias da Marvel no cinema, o que já é algo bem positivo por si só. O mesmo vale para Walton Goggins como Sonny Burch, um criminoso que sempre aparece na hora que os heróis estão prestes a resolver seus problemas. O ator é carismático e seu personagem gera curiosidade, mas a forma como ele aparece nos piores momentos é um recurso de roteiro simplório e descartável. Sorte, ao menos, o ator garantir boas risadas quando está em cena.

    Seria interessante ver ambos os vilões novamente em cena em filmes futuros, mas precisariam aparecer com mais profundidade e menos como complicações obrigatórias do roteiro.

    Fato é: Homem-formiga E A Vespa sabe fazer rir e também explorar ótimas cenas de ação criativas em sua trama e, por isso, merece muitos elogios. O longa não traz nada novo realmente, mas é bom ver algo leve depois de Guerra Infinita. O Universo Cinematográfico da Marvel mostra mais uma vez que sabe alternar entre gêneros e tons, sem perder a identidade, fórmula de sucesso para o Marvel Studios ao longo desses 10 anos de estrada.