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    'Homem nas Trevas 2' garante tensão e violência em trama de redenção

    Trunfo da franquia continua a ser a forma como Stephen Lang consegue ser assustador
    Por Daniel Reininger
    12/08/2021 - Atualizado há 3 meses

    O Homem Nas Trevas é um dos filmes de terror mais interessantes dos últimos anos e nada mais normal do que ele ganhar uma sequência. Com direção de Fede Alvarez, o primeiro longa acompanha três jovens com planos de abandonar suas vidas na cidade condenada de Detroit, mas cruzam o caminho do homem cego que defende sua casa. Tudo muda quando descobrimos que ele não é nenhum santo.

    O trunfo da franquia continua a ser a forma como Stephen Lang consegue ser assustador em um papel quase sem falas, mesmo que dessa vez ele tenha um pouco mais de interação por ter uma filha, a jovem Phoenix. Entretanto, esse é mesmo o filme para Lang brilhar, o cara rouba a cena com um papel incrível, que mistura um pouco de Exterminador do Futuro, John Mclane e Demolidor, o homem sem medo da Marvel. 

    O co-roteirista do primeiro longa, Rodo Sayagues, faz sua estreia como diretor na sequência do projeto e Fede Alvarez, diretor do original, volta como roteirista. Com isso, o filme consegue manter o clima, mas dessa vez, a trama é ambientada vários anos após a invasão do primeiro filme, com o cego vivendo em um lugar tranquilo, com a filha.

    Inteligentemente ambientado em Detroit, Michigan, uma cidade norte-americana repleta de bairros fantasmas e decadentes após o colapso da indústria automobilística local, o filme é tenso, cheio de surpresas e reviravoltas. A produção ainda conta com alguns momentos muito bem construídos, principalmente quando explora o aspecto sinistro da sombria casa do homem cego.

    Assim como acontece no primeiro filme, mérito do diretor de não cair no clichê de focar demais na tortura, como acontece em Jogos Mortais, O Albergue e tantos outros, mas sim na tensão e nas lutas. E a trama simples consegue ser capaz de explorar diversos medos dos espectadores e criar tensão do começo ao fim.

    Só que enquanto o primeiro filme conseguia retratar todos os personagens de forma realista, sem criar heróis e vilões, esse longa decide desde o começo que é uma história de redenção para o homem cego. Com isso, seus atacantes são retratados de forma caricata como vilões terríveis, embora a trama tente surpreender em alguns momentos.

    De uma forma mais tosca do que feito no primeiro, o segundo também consegue fazer a simpatia do público navegar entre os diversos personagens, especialmente quando segredos sombrios são revelados. Dito isso, Phoenix acaba funcionando como protagonista, uma criança inocente em meio a pecados terríveis.

    O problema é que esse segundo filme possui muitas falhas. O roteiro tem alguns furos, as saídas fáceis para situações complicadas são constantes, alguns absurdos narrativos estão lá apenas para a trama evoluir e, claro, muitos clichês e momentos copiados do original estão presentes. 

    Para quem gostou de O Homem Nas Trevas e simpatizou com o personagem de Lang, esse segundo é perfeito para completar a história desse homem perturbado. Entretanto, quem espera um terror realmente inovador e inteligente, que não seja uma reprodução mais complicada do primeiro filme, é melhor continuar procurando algo para assistir.