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    HOP - REBELDE SEM PÁSCOA

    Pouco inspirada, animação dos produtores de <em>Meu Malvado Favorito</em> é irregular e histriônica.<br />
    Por Heitor Augusto
    18/04/2011

    O outsider, peixe fora d’água, que não se encaixa numa lógica social estabelecida volta a servir de base para um enredo cinematográfico na animação Hop – Rebelde Sem Páscoa. Com um porém: a mesma história já originou recentemente uma ótima animação, Como Treinar Seu Dragão.

    Colocar o filme de Tim Hill, produção da Illumination Entertainment (Meu Malvado Favorito), ao lado do filme de Chris Sanders e Dean Deblois, produção da Dreamworks (Kung Fu Panda), dá uma ideia de tudo que HOP – Rebelde sem Páscoa tenta ser, mas não consegue.

    Essencialmente, falta carisma para os personagens – especialmente os adultos, totalmente infantilizados – e combinação mais precisa dos gêneros (aventura e comédia, principalmente). Enquanto Como Treinar seu Dragão coloca a tecnologia a serviço de personagens cheios de humanismo, Hop – Rebelde sem Páscoa é histriônico. Demora muito até o tal rebelde do título ser tolerável.

    O coelho que cria a confusão é Júnior (voz original de Russell Brand). Seu pai, Phill (Hank Azaria), é o coelho oficial da páscoa, mas já está na hora de distribuir tarefas para o filho. Só há um problema: Júnior não tem a menor vontade de coordenar a tarefa, pois seu sonho é se tornar um astro da música, um exímio baterista. Quando chega a hora da decisão, Júnior foge da Ilha de Páscoa, vai parar no mundo dos humanos e acidentalmente se encontra com Fred Lebre (James Marsden, fraquíssimo).

    A identificação entre dois personagens que desafiam a autoridade paterna (Júnior não quer ser o coelho da páscoa, Fred resiste às pressões por aceitar qualquer trabalho) até dá um fôlego para a animação. Mas esse sopro de inspiração não se sustenta durante Hop – Rebelde sem Páscoa. Em vez de questionador, Júnior vira um adolescente reclamão e Fred, em vez de deslocado, é pintado como um bobalhão atrapalhado.

    Dentro da sua proposta de entreter, Hop – Rebelde sem Páscoa é irregular – especialmente a parte final, resolvida com muita preguiça no roteiro de Cinco Paul, Ken Daurio (dupla de Horton e o Mundo dos Quem!) e Brian Lynch (do inédito O Gato de Botas). Nem tão desastroso quanto Zé Colmeia, nem tão nobre quanto O Mágico. Num estalo, Hop – Rebelde sem Páscoa já escapou da memória.