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    A HORA DO RUSH 2

    Por Celso Sabadin
    05/10/2001

    Há mais coisas entre o céu e a tela (de cinema) do que sonha a nossa vã filosofia. Por exemplo: como justificar que um filme simples e divertido como A Hora do Rush 2 – apenas simples e divertido, nada mais - fature, até agora, 215 estrondosos milhões de dólares nas bilheterias dos Estados Unidos? Talvez a magia do cinema seja exatamente esta “injustificabilidade”.

    A Hora do Rush 2 mostra novamente os detetives Lee (Jackie Chan) e Carter (Chris Tucker), os mesmos do primeiro filme, fazendo os mesmos malabarismos e palhaçadas do primeiro filme, dentro de um roteiro praticamente igual ao do primeiro filme, dirigido pelo mesmo diretor (Brett Ratner) do primeiro filme. Nunca a filosofia do “não se mexe em time que está ganhando” foi levada tão a sério.

    Isso não significa, de forma alguma, que A Hora do Rush 2 seja uma comédia ruim. Longe disso. A química entre os atores principais é ótima, as situações são bem-divertidas, a produção é caprichada e os fãs de artes marciais e pancadaria não sairão desapontados. Digamos que se trata de um policial cômico acima da média. Muito pior que, por exemplo, toda a série Máquina Mortífera e muito melhor que a grande parte das bobagens que foram cometidas nos últimos anos dentro do estilo.

    Porém, daí a faturar US$ 215 milhões! Parece incompreensível. Só para dar uma referência de valores, ao faturar este dinheiro todo, A Hora do Rush 2 está colocado na 29ª posição entre todos os sucessos de bilheteria da história do cinema norte-americano. Isso mesmo: da história! E se transforma, pelo menos até o momento, na segunda maior bilheteria deste ano, perdendo apenas para Shrek.

    Parece muito para um filme simples e divertido. Nada mais do que isso. Por isso, ao ver o filme, divirta-se a valer com as palhaçadas de Chris Tucker e com os malabarismos de Jackie Chan (ainda em forma, aos 47 anos). Mas não tente entender o porquê de tanto sucesso.

    E – claro –, como sempre acontece em todos os filme de Chan, não deixe de ver, nos créditos finais, as deliciosas cenas que deram errado durante as filmagens.

    2 de outubro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br