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    HORAS DE DESESPERO

    Longa perde oportunidade de ser relevante politicamente
    Por Iara Vasconcelos
    08/10/2015

    Horas De Desespero, novo longa do diretor John Erick Dowdle, conhecido pelos terrores Quarentena e Assim Na Terra Como No Inferno, é mais um daqueles filmes que retratam o herói norte-americano ameaçado por vilões de nações estrangeiras.

    A trama traz Owen Wilson no papel dramático do engenheiro Jack, que consegue emprego em uma multinacional e se muda com a mulher Annie (Lake Bell) e as filhas Lucy e Beeze (Sterling Jerins e Claire Geare) para um país do sudoeste asiático. No começo, a família é surpreendida pelo grande choque cultural, mas mal sabem eles que esse será um de seus menores problemas.

    Jack sai do hotel em que estava para comprar um jornal em inglês e no caminho acaba sendo surpreendido por um confronto entre rebeldes e policiais locais. Ele se esforça para salvar sua pele e retornar ao hotel, mas chegando lá percebe que o alvo dos guerrilheiros são exatamente os americanos que lá estavam hospedados. A partir daí, eles correm contra o tempo para conseguir abrigo na embaixada dos Estados Unidos. Para isso, contam com a ajuda do misterioso turista inglês Hammond (Pierce Brosnan), que os guia durante a fuga.

    Tudo no longa acontece de forma rápida e dinâmica. Não há respiro entre as cenas de ação e pelo menos o suspense é garantido e até bem conduzido. Entretanto, o plot é extremamente falho e caí no lugar comum. É inviável acreditar, por exemplo, que rebeldes armados até os dentes explodiriam prédios com tanques de guerra apenas para capturar as quatro pessoas que restaram. Além do mais, a participação de Brosnan não acrescenta em nada na trama. O personagem Hammond nos faz imaginar como seria se James Bond resolvesse se aposentar da função de agente, mas continuasse a fazer "bicos" para sustentar um vício em álcool.

    Para completar o bingo de clichês, os personagens encontram tempo para uma discussão de família mesmo em meio ao fogo cruzado. E claro que os discursos a favor da 

    Horas de Desespero aparentemente não tem medo de ser incoerente e xenofóbico. A forma como o diretor coloca a família branca e classe média americana como vítima de todos os males do mundo, enquanto animaliza a população local e ignora os efeitos do imperialismo americano em países de terceiro mundo, faz com que o filme perca grande oportunidade de ser relevante politicamente.