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    HOTEL TRANSILVÂNIA 2

    Mesmo com falhas, sequência diverte e arranca boas risadas
    Por Pedro Tritto
    24/09/2015

    Todos sabem que no mundo de hoje as animações têm a difícil missão de agradar crianças e adultos. A Sony conseguiu isso com o primeiro Hotel Transilvânia, animação de 2012, que reuniu monstros famosos em uma história cativante, que até hoje cai nas graças do público.

    E é com esse gancho que o estúdio investe em Hotel Transilvânia 2, longa que mais uma vez se apresenta de maneira segura e divertida, tanto para o público infantil quanto para os mais velhos.

    Enquanto as crianças dão risadas com as novas atrapalhadas de Drácula, que agora treina o seu netinho Dennis para se tornar um vampiro, os mais velhos vão poder se divertir com algumas referências ao clássico Drácula De Bram Stoker, além de outros elementos da cultura pop, como a famosa série da década de 1960 do Batman, estrelada por Adam West e Burt Ward.

    Outro ponto positivo é que o tom descontraído do primeiro filme está mantido. Sem dúvida, essa é uma das principais características da franquia, já que trata de monstros clássicos do terror de uma maneira leve e engraçada. Mais uma vez, Frankenstein rouba cena, principalmente na parte em que tira uma selfie com algumas humanas, assim como o lobisomem Wayne, que apresenta não ter mais o mesmo jeito para a assustar as pessoas.

    Na história, Mavis se casa com Jonathan e Drácula finalmente está bem mais relaxado, tanto é que liberou de vez a entrada de humanos em seu hotel. No entanto, tudo começa a mudar de figura quando o seu primeiro netinho não dá amostras de que vai se tornar um monstro algum dia. Depois que a filha decide ir para Califórnia com o marido para aprender o estilo de vida dos humanos, Drac reúne os amigos Frank, Griffin, Murray e Wayne para ensinar o garotinho, que está para completar cinco anos de idade, a ser um vampiro de verdade.

    Sabendo que o aniversário de Dennis é a data limite para que ele demonstre se será ou não um vampiro, Drácula pede ajuda para Vlad, que é ninguém mais ninguém menos do que seu pai, com quem não se relaciona há um bom tempo.

    Apesar de ser seguro na maior parte do tempo, o roteiro tropeça em momentos importantes, principalmente por diminuir a importância de alguns personagens. Se no primeiro filme havia momentos divertidos com a família de Wayne e com Eunice, esposa de Frank, agora eles são meros espectadores, com poucas cenas e sem a mesma graça de antes. Para se ter ideia, a perua dublada por Fran Drescher na versão original praticamente não abre a boca nessa continuação.

    Alguns desses deslizes são compensados em Dennis. O menino realmente chama a atenção com um jeito ingênuo e carismático, que é perceptível principalmente nas passagens do treinamento com o avô. Outro destaque é a inclusão de Vlad na história. Apesar de sua participação ser pequena, o velho vampiro deixa a sua marca com um jeito bem rabugento, mostrando de onde o Drácula puxou o jeito conservador e metódico que é visto muitas vezes no primeiro filme.

    É verdade que Hotel Transilvânia 2 tem falhas, tem clichês e até mesmo momentos forçados. No entanto, ele consegue ser cativante e agradável na maior parte do tempo, ou seja, é uma boa opção para um programa em família, afinal de contas, o longa é honesto e cumpre a missão de entreter crianças e adultos.