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    IDAS E VINDAS DO AMOR

    Recomendável assistir a dois, com histórias sensíveis e empolgantes<br />
    Por Celso Sabadin
    11/02/2010

    Como não parar para ver um filme que tem em seu elenco Julia Roberts, Jessica Alba, Jessica Biel, Anne Hathaway, Bradley Cooper, Kathy Bates, Eric Dane, Queen Latifah, Jamie Foxx, Hector Elizondo, Shirley MacLaine, Patrick Dempsey, Jennifer Garner...? Pois assim Idas e Vindas do Amor, tradução brasileira para Valentine’s Day, o Dia dos Namorados que os norte-americanos comemoram em 14 de fevereiro.

    São várias pequenas histórias de amor, de encontros e desencontros, de casais apaixonados, que vão se entrelaçar (as histórias, não necessariamente os casais) de maneira romântica e simpática no final do filme. Muito, muito parecido com o inglês Simplesmente Amor, mas longe, muito longe do charme, da inventividade e do bom humor do seu predecessor.

    Este clone norte-americano centraliza suas ações no tal Valentine’s Day do título original, e aos poucos constrói pequenas subtramas interessantes. Tudo acontece em Los Angeles. Há um jogador de futebol americano bem sucedido na carreira, mas visivelmente infeliz no amor. O dono de uma loja de flores que ainda não sabe que se apaixonou por sua melhor amiga. Que por sua vez é uma professora que se apaixonou por um homem casado. Um casal que está junto há 51 anos e que tem sua estabilidade emocional ameaçada por um segredo do passado. Uma assessora de imprensa estressada sem tempo para o amor. Uma mulher que ganha a vida como atendente de tele-sexo... e por aí vai. O importante é que, cada um à sua maneira, dos 8 aos 80 anos, todos estão apaixonados neste Dia dos Namorados.

    Como sempre acontece neste tipo de filme, algumas histórias são melhores que as outras. Alguns personagens conquistam o público mais que os outros, o que éextremamente normal. Talvez normal demais para um filme dirigido por Garry Marshall, mestre no tema, diretor dos ótimos Uma Linda Mulher, Frankie & Johnny e os dois episódios de Os Diários da Princesa. Com o nome de Marshall assinando a ficha técnica, certamente esperava-se mais do filme.

    As tramas demoram a engrenar. Há uma enorme “barriga” (aquele momento do filme em que começamos a pensar qual será o sabor da pizza depois do cinema) em grande parte do segundo ato. Os diálogos não fluem e algumas situações começam a se tornar repetitivas e sem ritmo. Mas felizmente a fama do diretor é redimida com ótimos, sensíveis e empolgantes finais para algumas das histórias. Nem todas, mas ninguém é perfeito!

    Como se diz que a última impressão é a que fica, o resultado final acaba se mostrando satisfatório, simpático e alto astral. Especialmente recomendável para ver a dois. Ah, claro, tem sim cena de encontro em aeroporto. Como sempre...

    Repare também na última cena, já nos créditos finais, na qual Julia Roberts repete uma fala de Uma Linda Mulher, que ela mesma protagonizou, com o mesmo diretor.