cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    IMORTAIS (2011)

    O diretor preocupa-se mais com a beleza de seu trabalho do que em desenvolver história e personagens<br />
    Por Roberto Guerra
    28/12/2011

    Imortais é um filme cheio de descobertas visuais em que o espectador fica sem saber onde fixar os olhos diante do espetáculo estético. Em contrapartida, o roteiro com pouca profundidade tira do longa a chance de ser algo mais que uma produção com bons momentos de ação. Na verdade, não esperava mais do que vi. O longa é dirigido por Tarsem Singh, conhecido pelo rigor visual arrebatador de suas obras, como A Cela, mas que parece não se preocupar muito com o desenvolvimento do enredo.

    A trama de Imortais consiste na busca do rei Hypérion (Mickey Rouke) pelo poderoso Arco de Épiro, capaz de libertar do calabouço os Titãs, trancafiados após a grande batalha que perderam contra os deuses. Cruel, Hypérion elimina todos que atravessam seu caminho, inclusive a mãe de Teseu (Henry Cavill), um jovem de coração puro e valente, treinado por Zeus em sua forma humana, sem que soubesse, e ironicamente descrente na existência dos Deuses. Com essa ferida no peito, motivado pela vingança, Teseu lidera o exército de humanos contra o demoníaco Rei.

    Henry Cavill (o próximo Super-Homem) ainda não tem o carisma de um protagonista, mas mostra desenvoltura como guerreiro Teseu e deve agradar ao público feminino com seu físico sarado. É esperar que faça melhor como o novo Homem de Aço, tendo em vista que o papel vai exigir mais dele do que exibir seus músculos. Freida Pinto está inexpressiva tal qual no recente Planeta do Macacos: A Origem e nada acrescenta ao filme a não sua beleza indiana. Mickey Rourke é o destaque do filme no papel que lhe cai melhor, o de vilão, mas se vê prejudicado por um roteiro que não abre espaço para os atores imprimirem profundidade em seus personagens.

    Imortais é um longa para se para assistir sem compromisso e sem apego à mitologia como descrita nos livros. As cenas de batalhas são muito bem feitas e de uma brutalidade que irá agradar a todos os fãs de filmes de batalhas medievais com direito a muito sangue jorrando nas telas. Seu problema é que o diretor Tarsem Singh pensa que somente seu estilo visual é suficiente para sustentar 110 minutos de projeção. Ledo engano. Preocupa-se mais com a beleza de seu trabalho do que em desenvolver direito a história e os personagens, o que torna o seu longa um espetáculo belo, mas vazio.