INDEPENDENCE DAY: O RESSURGIMENTO

INDEPENDENCE DAY: O RESSURGIMENTO

(Independence Day: Resurgence)

2016 , 120 MIN.

10 anos

Gênero: Ficção Científica

Estréia: 23/06/2016

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Roland Emmerich

    Equipe técnica

    Roteiro: Carter Blanchard, James A. Woods, Nicolas Wright

    Produção: Dean Devlin, Harald Kloser, Roland Emmerich

    Fotografia: Markus Förderer

    Trilha Sonora: Harald Kloser, Thomas Wanker

    Estúdio: Twentieth Century Fox Film Corporation

    Montador: Adam Wolfe

    Distribuidora: Fox Film do Brasil

    Elenco

    Alice Rietveld, Angelababy, Ava Del Cielo, Bill Pullman, Brent Spiner, Charlotte Gainsbourg, Chin Han, Garrett Wareing, Gbenga Akinnagbe, Grace Huang, James A. Woods, Jason E. Hill, Jeff Goldblum, Jessie Usher, Joey King, Judd Hirsch, Katrina Kavanaugh, Liam Hemsworth, Maika Monroe, Mckenna Grace, Morse Bicknell, Nicolas Wright, Otis Winston, Patrick St. Esprit, Ron Yuan, Ryan Cartwright, Sela Ward, Travis Tope, Vivica A. Fox, William Fichtner

  • Crítica

    20/06/2016 18h17

    Por Daniel Reininger

    Independence Day: O Ressurgimento é nostálgico, feito para quem adorou o primeiro filme e gostaria de saber como os amados personagens do original, como David Levinson (Jeff Goldblum) e Presidente Whitmore (Bill Pullman), estão vinte anos após salvarem o mundo da dominação alienígena. A tecnologia mudou dentro e fora da tela: os invasores têm armas ainda mais poderosas e o CGI é impressionante, mas a dinâmica entre os personagens muda pouco, assim como a trama, que segue a lógica do original.

    Isso é necessariamente um problema? Não, Star Wars: O Despertar Da Força fez isso ao praticamente recontar a história do filme original de 1977 e conseguiu agradar a todos. O novo Independence Day faz o igual, sem o mesmo nível de sucesso, verdade, mas de forma competente e ainda capaz de divertir, especialmente quem curte momentos heroicos em situações adversas.

    O problema é que, quando paramos para pensar, nem sempre os acontecimentos ou teorias científicas fazem sentido. Mas ninguém está indo ver o filme de uma invasão alienígena comandada por uma nave espacial gigantesca (do tamanho de metade da própria Terra) porque quer parar e pensar sobre o assunto, certo? Muito menos espera ver algo realista na telona. Então, vai depender de quanto cada um está disposto a encarar absurdos em nome do entretenimento.

    O roteiro é simples: aliens invadem o planeta e humanos precisam lutar contra eles usando astúcia, afinal suas armas são ineficazes. A narrativa abusa dos clichês e possui alguns furos, mas procura criar ganchos para expandir a franquia com novos elementos que permitem que a guerra contra os aliens tome novas proporções, algo interessante, porém desnecessário. Na verdade, a própria sequência é desnecessária, mas as obrigações comerciais de Hollywood falam mais alto sempre.

    Digo isso porque o longa está tão interessado em mostrar cenas impressionantes de destruição, que deixa de desenvolver seus personagens. Os veteranos estão de volta quase por obrigação, principalmente Bill Pullman, e muitos de seus diálogos são forçados e criados apenas para apelar para a nostalgia dos espectadores.

    Já os novatos nem sempre seguram a onda. Jessie T. Usher não tem muito espaço pra desenvolver seu papel, mas, de qualquer jeito, falta carisma ao ator. Liam Hemsworth faz o típico piloto habilidoso e babaca, sempre acompanhado do irritante Charlie, vivido por Travis Tope, e ambos não fariam falta se ficassem de fora.

    Independence Day: Ressurgimento tem momentos divertidos, bons combates e mais aliens do que nunca, porém o sentimento que fica é de que o filme todo é uma enorme homenagem aos 20 anos do original, ao ponto de replicar todos os principais momentos sem vergonha alguma.

    Faltou desenvolver os novos personagens e evitar trazer veteranos de volta sem motivo real. Além disso, o ritmo frenético da narrativa tenta esconder falhas de roteiro, mas só deixa tudo muito corrido, sem realmente oferecer um senso de urgência, como o primeiro fazia.

    É justo dizer que essa sequência é incapaz de chegar aos pés do original, entretanto, é um filme pipoca que não se leva a sério realmente e, por isso, tem potencial para agradar muita gente.



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