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    INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL

    Por Angélica Bito
    22/05/2008

    Dos blockbusters cuja estréia está marcada para o verão americano de 2008 - ou seja, entre os meses de maio e julho -, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal está entre os mais esperados. Afinal, é a volta de uma das franquias mais bem-sucedidas de Hollywood, interrompida em 1989 com Indiana Jones e a Última Cruzada. Dezenove anos depois, o personagem que mostrou que a arqueologia pode ser legal está de volta. Com direito a todos os detalhes e elementos cinematográficos que tornaram a trilogia tão marcante no imaginário popular.

    Nevada, 1957. Este é o ponto de início da nova aventura de Indiana Jones, personificado por Harrison Ford. Num mundo polarizado, dividido pela Guerra Fria, o arqueólogo atrai a atenção dos comunistas, liderados pela militar ucraniana Irina Spalko (Cate Blanchett). Ela representa uma ideologia, a comunista, e todos sabem que, nos anos 50, os comunistas eram para os EUA o que os nazistas eram nos anos 30 - inimigos do protagonista em Indiana Jones e a Arca Perdida e Indiana Jones e a Última Cruzada. E, assim como os nazistas, a vilã quer dominar o mundo não por meio de bombas nucleares, mas pela dominação mental. Para isso, ela precisa da caveira de cristal do título, um artefato encontrado na selva amazônica e é pra lá que Indiana e sua turma são levados. Mas, como Indiana Jones não tem toda a energia juvenil que destilava na trilogia inicial, há um novo personagem que cumpre o papel (apesar de Ford ter direito a mostrar algumas piruetas, como nos velhos tempos), o rebelde Mutt (Shia LaBeouf, o novo queridinho de Steven Spielberg).

    Como já foi dito, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal carrega consigo elementos importantes que sempre deram "cara" às aventuras do arqueólogo, como as piadas certeiras de Indiana, bons diálogos, toques de suspense e sobrenatural, enigmas, artefatos de civilizações antigas, tumbas com armadilhas, insetos aos montes e muitas teias de aranha. Esta quarta aventura do herói traz tudo isso e os antigos fãs serão atraídos por esses elementos. Não faltam também as referências aos longas anteriores, nos personagens e nos objetos que constroem toda a mitologia em volta do personagem (repare na pequena aparição da arca perdida de 1981).

    Além disso, Indiana sabe que está velho e até faz piada com isso, o que é bom. Os efeitos especiais não são exagerados, calcando a ação nas perseguições, basicamente, mantendo o longa no espírito da série. No entanto, se a idéia era aposentar Ford com o surgimento de um herói à altura, personificado pelo personagem de LaBeouf, ainda faltam alguns degraus a serem escalados. O ator não tem metade do carisma de Ford. Pelo menos não quando são colocados juntos em cena. Os filmes protagonizados pelo arqueólogo sempre carregaram um quê de fantástico, mas o roteiro de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal exagera na fantasia, trazendo uma conclusão óbvia.

    Mesmo assim, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal traz um bom divertimento ao espectador. O investimento foi alto (foram gastos nada menos do que US$ 125 milhões na produção do longa), mas, se depender do carisma do personagem, a aventura pode seduzir especialmente os espectadores mais crescidos, fãs da trilogia criada por Spielberg (diretor e roteirista deste longa) e o produtor George Lucas. Eles têm o "toque de Midas" para reavivar antigas paixões cinematográficas, como é o caso, trazendo, enfim, um bom filme para as matinês, como era a idéia quando criaram o personagem há 27 anos.