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A SÉRIE DIVERGENTE: INSURGENTE

(INSURGENT)

2015 , 119 MIN.

Gênero: Aventura

Estréia: 19/03/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Robert Schwentke

    Equipe técnica

    Roteiro: Akiva Goldsman, Brian Duffield

    Produção: Douglas Wick, Lucy Fisher, Pouya Shahbazian

    Fotografia: Florian Ballhaus

    Trilha Sonora: Joseph Trapanese

    Estúdio: Red Wagon Entertainment, Summit Entertainment

    Montador: Nancy Richardson, Stuart Levy

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Ansel Elgort, Ben Lambert, Daniel Dae Kim, Emjay Anthony, Hunter Burke, Jai Courtney, Jason Lee Erickson, Jonny Weston, Justine Wachsberger, Kate Winslet, Keiynan Lonsdale, Lawrence Kao, Maggie Q, Mekhi Phifer, Miles Teller, Naomi Watts, Nelson Bonilla, Octavia Spencer, Ray Stevenson, Rosa Salazar, Shailene Woodley, Shelby Townsend, Suki Waterhouse, Theo James, Zane Pittman, Zoë Kravitz

  • Crítica

    18/03/2015 14h33

    Por Daniel Reininger

    Divergente se perde, principalmente, pela necessidade de colocar sua protagonista como a escolhida para salvar o mundo, algo desnecessário e mais do que batido. Infelizmente, esse aspecto é o ponto principal da sequência, Insurgente. Portanto, não espere melhoras em relação ao primeiro. Mas só isso não basta para o fiasco do longa, o qual também sofre com roteiro sem sentido, personagens com atitudes ilógicas e motivações rasas que transformam a frágil história criada por Veronica Roth em filme dispensável.

    Para começar, o motivo para a sociedade ter se dividido de tal forma após um evento apocalíptico parece ter sido descartado por completo. Tudo mudou, o próprio sistema é corrompido por dentro e não segue mais os ideais originais. Oras, se a história é sobre como um tirano toma o poder e como alguns resistem a ele, para que criar elementos como divisão da sociedade e outros aspectos que pediam uma história mais profunda? É firula demais quando nada disso vai ser utilizado como fator predominante.

    Mas a forma como a história é conduzida é só mais um problema dessa fraca sequência. É a constante falta de lógica que mais incomoda. Nada faz sentido, das atitudes dos personagens ao mundo em volta deles. O começo é bom exemplo disso: Tris (Shailene Woodley), seu namorado Quatro (Theo James), seu irmão Caleb (Ansel Elgort) e seu amigo Peter (Miles Teller) estão escondidos com o pessoal da Amizade, a comunidade hippie da franquia. Apenas três dias se passaram desde o último filme, mas Tris já age como veterana de guerra com a obrigação de salvar a humanidade.

    Outro bom exemplo é o fato das tropas fieis à Erudição demorarem absurdos três dias para decidirem procurar o grupo no local mais óbvio possível e, pior, já aparecem com uma tecnologia altamente revolucionária que pode identificar Divergentes em segundos – algo impensável no primeiro filme. Lembre-se, a batalha do primeiro filme aconteceu apenas três dias antes.

    A melhor parte da franquia é a fragilidade adolescente e os testes de realidade virtual, onde a falta de lógica faz todo sentido, mas esses aspectos ficam de lado, escondidos sob o foco de uma rebelião desorganizada e sem carisma. O longa usa e abusa de elementos capazes de estragar a narrativa, como alianças feitas por nada, exércitos secretos que aparecem convenientemente quando necessário, cenas emotivas que só acontecem graças ao soro da verdade e vilões caricatos.

    Embora Kate Winslet faça o possível para salvar as coisas, ela parece ser a única a levar a atuação como coisa séria. Isso sem falar nas inexplicáveis participações de Octavia Spencer e Naomi Watts. Seus personagens são importantes, mas elas são totalmente deixadas de lado e, quando aparecem, não conseguem causar empatia. Problema de direção de Robert Schwentke (do péssimo R.I.P.D. - Agentes Do Além), responsável por dirigir não apenas este filme, mas também os dois próximos, infelizmente.

    O que mais incomoda é o fato da série Divergente não funcionar mesmo com temas como realidade virtual, organização da sociedade em castas, manipulação genética e política, além de diversas questões comuns a adolescentes, como aceitação, momento de sair de casa e primeiro amor. Embora a direção e roteiro sejam parte do problema dos dois primeiros longas, o material original também atrapalha, afinal desde o começo explora as questões erradas e insiste no erro até o final, sem entender onde a verdadeira história está de fato.



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