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    INVASÃO A LONDRES

    Fraca sequência só deve agradar aos fãs do primeiro
    Por Daniel Reininger
    06/04/2016

    Invasão À Casa Branca, filme de Antoine Fuqua de 2013, é exagerado, tem uma trama improvável, mas diverte com as boas cenas de ação, apesar do patriotismo norte-americano exacerbado, fator que até é justificado se considerarmos que o alvo do ataque terrorista é o centro de poder dos Estados Unidos. O filme fez relativo sucesso, logo uma sequência era provável e, assim, temos Invasão A Londres, o qual funciona exatamente da mesma forma e deve agradar aos fãs do primeiro.

    Não se engane, o longa é fraco, mas ao menos oferece a oportunidade de desligar o cérebro e curtir boas cenas de ação. Gerard Butler volta ao papel do badass agente do Serviço Secreto Mike Banning e, dessa vez, precisa salvar o presidente norte-americano (Aaron Eckhart) de um ataque em grande escala em Londres, responsável por matar diversos chefes de estado. Claro, que o norte-americano sobrevive graças à "astúcia" de sua equipe, e o objetivo, agora, é tirar o cara da zona de perigo.

    O tom patriótico está ainda mais exagerado, afinal, só os americanos podem impedir o ataque, mesmo em solo britânico, claro. Os vilões continuam sem profundidade alguma, os clichês rolam soltos e, como no primeiro, o ataque é tão improvável e bem organizado que se você levar a sério que algo assim pode acontecer, o resto do filme é fichinha de engolir. Ou seja, tudo muito parecido com o original, mas em Londres.

    Morgan Freeman retorna e, agora promovido a Vice-presidente, está à frente das forças norte-americanas a fim de ajudar Banning a salvar o Presidente dos caras maus. Freeman é sempre uma boa adição a qualquer elenco e o cara tem uma incrível capacidade de fazer os diálogos mais improváveis e ridículos soarem legais.

    Como filme de ação, Invasão A Londres cumpre seu papel. Proporciona situações divertidas, cria tensão e coloca o herói em situações impossíveis que precisam de muita astúcia para serem superadas. Visualmente, o longa agrada com boas tomadas, no entanto, é o roteiro simplório e repleto de diálogos absurdos que fazem desse filme algo realmente problemático, como o original.

    Na verdade, o longa é tão parecido com o primeiro, que é até difícil dizer qual dos dois é pior (Ou melhor, dependendo do ponto de vista). Inovação não existe. Atuações são apenas satisfatórias, cenas de ação divertem, porém tudo entre elas é bobo, e o absurdo de ambos é tão incrível que me faz pensar o quão divertido deve ser escrever roteiros de filmes como esse, sem precisar se preocupar com qualquer coisa que se assemelhe a realismo.

    Quem não gosta de produções desse estilo, é melhor passar longe, bem longe, de Invasão a Londres para não se irritar. Entretanto, todos aqueles que curtem essa pegada Duro De Matar e não se preocupam tanto com qualidade, terão duas horas de pancadaria para se entreter num sábado chuvoso.