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    INVASÃO ZUMBI 2: PENÍNSULA

    Sequência chega quatro anos depois do original com uma pegada completamente diferente
    Por Daniel Reininger
    25/11/2020 - Atualizado há 6 meses

    Invasão Zumbi 2 chega quatro anos depois do original com uma pegada completamente diferente. Península é ambientado no mesmo mundo, mas não é uma sequência, porque não segue os mesmos personagens e nem mantém o mesmo clima. Apesar de diferente, tem gostinho de quero mais e assisti-lo proporciona a mesma alegria de encontrar aquele presentinho supérfluo na Black Friday.

    Embora a claustrofobia de Invasão Zumbi tenha sido a grande razão para o longa ser tão assustadoramente eficaz, o novo filme tem uma escala muito maior. E maior não significa melhor, nem pior, simplesmente diferente. O foco é a ação com temática zumbi e gangues de sobreviventes. Faz sentido expandir o universo, como aconteceu com Uma Noite De Crime ou, até mesmo,Velozes E Furiosos, o problema é que quanto mais foca na ação, mais se distancia do terror e das questões emocionais.

    Na trama, passados quatro anos do surto de zumbis que atingiu os passageiros de um trem-bala com destino a Busan, a península coreana ficou completamente devastada. Agora, o soldado Jung-seok (Gang Dong-won) tem a missão de retornar ao país para recuperar um caminhão de dinheiro, mas enfrenta os mortos, uma nova sociedade de sobreviventes e militares inescrupulosos tentando escapar do local.

    A narrativa não é tão eficaz quanto a luta do pai para salvar a filha do filme anterior, mas a história ainda consegue focar no drama de um personagem: o ex-capitão da Marinha, Jung-seok, um homem assombrado por aqueles que falhou em salvar do surto de zumbis e agora busca de redenção.

    Diferente do filme original, o qual trazia uma forte crítica social da sociedade sul-coreana, as questões aqui são mais leves, como foco mesmo na pegada apocalíptica, com temas vistos em muitos longas do estilo, como Terra Dos Mortos, A Estrada e Mad Max 3 - Além Da Cúpula Do Trovão, que foram, inclusive, citadas pelo direto como as suas principais influências.

    Histórias de pandemias zumbi são boas formas de mostrar pessoas comuns em situações extraordinárias, enquanto o futuro da Terra está em risco e decisões difíceis precisam ser tomadas. Além disso, é uma forma de criticar e causar reflexão sobre diversas questões, como guerra, política, tensões internacionais, doenças, moralidade e a própria condição humana. Esses aspectos estão lá em Península, até pela própria temática do longa, mas não é o foco. O que pode ser bom para quem pretende só relaxar.

    Visualmente, a obra traz boas cenas de ação e cenários bem padrão para mundos pós-apocalípticos, pena que tudo é muito escuro. O excesso de CGI deixa as coisas artificiais, especialmente quando você percebe que a narrativa se passa durante a noite pra baratear o trabalho de computação gráfica. Com isso, tudo lembra o final de Liga da Justiça, difícil de enxergar e fácil de identificar como efeitos especiais.

    Já as atuações são variadas. Como muitas produções sul-coreanas, existem os coadjuvantes padrão, que convencem bem, e os personagens caricatos para garantir o alivio cômico, como na série Kingdom, mas essa tática nem sempre funcionam bem aqui e muitos deles são irritantes. Já o protagonista é clichê e lembra muito uma mistura de Snake Plissken, de Fuga De Nova York, com Max, de Mad Max . Pelo menos ele tem um bom arco dramático.

    No final das contas, Invasão Zumbi 2: Península não tem o mesmo impacto do original. O fato de parecer ter tirado diversas cenas de outros longas clássicos, como os citados acima, não ajuda no quesito originalidade, porém, ainda assim é uma ótima nova adição aos filmes de zumbi coreanos, que é, hoje, a principal fonte de histórias do tipo. É perfeito para uma ida ao cinema, curtir uma pipoca e muita pancadaria.