INVOCAÇÃO DO MAL

INVOCAÇÃO DO MAL

(The Conjuring)

2013 , 112 MIN.

14 anos

Gênero: Terror

Estréia: 13/09/2013

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  • Onde assistir

    Programação

  • Ficha técnica

    Direção

    • James Wan

    Equipe técnica

    Roteiro: Carey Hayes, Chad Hayes

    Produção: Peter Safran, Rob Cowan, Tony DeRosa-Grund

    Fotografia: John R. Leonetti

    Trilha Sonora: Joseph Bishara

    Estúdio: Evergreen Media Group, New Line Cinema, The Safran Company

    Montador: Kirk M. Morri

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Amy Tipton, Arnell Powell, Ashley White, Cabrenna H. Burks, Christopher Cozort, Christy Johnson, Courtney Lakin, Darrell Rackley, Desi Domo, Grace Layden, Hayley McFarland, Jamie Broadnax, Joe Montanti, Joey King, John Brotherton, Justin A. Thuesen, Karen Malina, Kyla Deaver, Lili Taylor, Mackenzie Foy, Marion Guyot, Matthew Pabo, Melllie Boozer, Meredith Jackson, Millie Wannamaker, Morganna Bridgers, Nate Seman, Patrick Wilson, Paul Shaplin, Ron Livingston, Rose Bachtel, Sarah Maykish, Shanley Caswell, Shannon Kook, Shawn Collins, Sterling Jerins, Steve Coulter, Tiyana Blue, Tony Moore, Vera Farmiga, Zach Pappas, Zachary Steffey

  • Crítica

    08/09/2013 10h00

    Terror é dos gêneros em que menos se inova no cinema. Raramente aparece algo novo e, quando alguém faz diferente, é logo copiado a exaustão. Não demora muito e o que era novidade vira dejà vu. Invocação do Mal não se propõe a ser díspar, é apenas uma mistura de clichês do gênero que busca assustar o espectador. E tem êxito já que o diretor James Wan (Jogos Mortais) trabalha o material reciclado com habilidade.

    Apesar da sensação permanente de eu-já-vi-isso-antes, Wan aplica bem as regras básicas do gênero: constrói a tensão aos poucos, não entrega o jogo logo de cara e, nos momentos certos, sabe administrar temores primários como medo de escuro, ruídos desconhecidos, espíritos malignos e, pior, a possibilidade das tais entidades do mal estarem, por exemplo, debaixo de sua cama ou em seu guarda-roupa.

    E por falar em dejà vu, a trama é inspirada numa "história real", o caso de possessão demoníaca mais obscuro e assustador enfrentado por Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga), casal de especialistas em almas malignas de adoram sair por aí possuindo objetos e corpos. Ele é o único demonologista não-padre reconhecido pelo Vaticano. Ela, uma clarividente com superpoderes para detectar o mal onde quer que ele se esconda.

    A dupla de super-heróis do mundo sobrenatural vive de fazer palestras sobre o assunto - nas quais afirmam ser fantasia a maioria dos casos de possessão - e visitar lugares supostamente amaldiçoados. Uma dessas visitas abre o longa, num prólogo sobre uma boneca possuída que nada tem a ver com a trama central do filme – funciona apenas como uma pílula para induzir o espectador a entrar no clima do que vem adiante.

    Medo estabelecido, Invocação do Mal parte para o ano de 1971. Conhecemos o casal Roger (Ron Livingston) e Carolyn (Lili Taylor), que muda-se com as filhas para um casarão no meio do nada às margens de um lago. A casa é velha, de madeira, tudo range, tem porão cheio de objetos antigos, uma grande árvore no quintal aos pés da qual a caçula acha uma caixa de música com um espelho giratório que traz um amigo imaginário de brinde.

    Não falta nada no cenário macabro, a não ser esperar pela noite. Ah, e como não poderia faltar, a família tem um cachorro que, claro, percebe antes de todo mundo que tem algo errado na casa. Percebe e vai pagar caro por sua ousadia canina.

    É desnecessário dizer o que vem adiante. Tudo é muito familiar e muito óbvio, mas Invocação do Mal ao menos não chega a ser enervante como certos filmes de terror atuais incapazes sequer de pregar um bom susto. O sobressalto vem de tempos em tempos, seja obtido honestamente com o desenvolvimento do clima de tensão, seja arrancado a fórceps com técnicas de edição.



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