INVOCAÇÃO DO MAL 2

INVOCAÇÃO DO MAL 2

(The Conjuring: The Enfield Poltergeist)

2016 , 133 MIN.

14 anos

Gênero: Terror

Estréia: 09/06/2016

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  • Ficha técnica

    Direção

    • James Wan

    Equipe técnica

    Roteiro: Carey Hayes, Chad Hayes, James Wan

    Produção: James Wan, Peter Safran, Rob Cowan

    Fotografia: Don Burgess

    Trilha Sonora: Joseph Bishara

    Estúdio: Evergreen Media Group, New Line Cinema, Safran Company, The

    Montador: Kirk M. Morri

    Distribuidora: Warner Bros.

    Elenco

    Abhi Sinha, Adrien Ryans, Alexa Najera, Frances O'Connor, Javier Botet, Jennifer Collins, Madison Wolfe, Maria Doyle Kennedy, Nancy DeMars, Patrick Wilson, Robin Atkin Downes, Shannon Kook, Simon Delaney, Simon McBurney, Sterling Jerins, Steve Coulter, Vera Farmiga

  • Crítica

    06/06/2016 17h22

    Por Daniel Reininger

    James Wan (Velozes E Furiosos 7) sabe mesmo como dirigir um bom filme de terror. O cineasta está no auge depois de  Invocação Do Mal e do primeiro Sobrenatural, afinal, o diretor mostra ser capaz de criar grandes momentos na telona, especialmente quando precisa criar uma atmosfera assustadora, como fez em Jogos Mortais.

    Invocação Do Mal 2 não só é capaz de fazer jus ao ótimo primeiro filme, mas também é uma bela história independente ao retratar mais um caso dos investigadores paranormais Ed (Patrick Wilson) e Lorraine (Vera Farmiga) Warren. Esse filme confirma o que já ficava claro no original: o grande potencial para uma nova franquia que acompanhe casos independentes desses dois ótimos personagens, que são aprofundados um pouco mais nessa produção.

    Se você não assistiu ao primeiro, não se preocupe, as histórias são bastante independentes. Dessa vez, baseado em fatos, o longa acompanha Ed e Lorena no auge de sua popularidade, após o famoso caso de Amityville. Só que o encontro com um terrível demônio e a recém-adquirida fama do casal os colocam em risco e, por isso, decidem não pegar novos casos. Enquanto isso, em Londres, uma mãe solteira e seus quatro filhos passam a ser assolados por um espírito maligno, num caso complicado, que obriga a Igreja a pedir a ajuda do casal.

    A mudança de ambientação traz novos elementos para a trama. Ao invés do cenário rural norte-americano, a ação acontece no meio de Londres. Outro elemento interessante é como o longa começa com duas histórias separadas, que passam a se interligar de forma natural e bastante interessante. A primeira é a da família inglesa, a segunda é de Lorena enfrentando seus próprios demônios durante seu recesso.

    Wan oferece uma mistura perfeita de tensão e sustos, sem exageros, mas sempre capaz de manter a atmosfera opressiva da presença demoníaca. Embora a dinâmica familiar seja um pouco cansativa, com muitas cenas para reforçar os laços das pessoas envolvidas no caso, o longa é muito bem construído, com elementos reconhecíveis pelo público, mas sem cair em clichês constantes, como estamos acostumados a ver com o gênero terror.

    Visualmente, o longa ganha destaque tanto pela produção de arte, capaz de reproduzir a vida de uma família de classe média baixa londrina nos anos 70 e criar ambientes perfeitos para situações de puro terror, como o sótão alagado ou o longo corredor. Além disso, a fotografia é realmente muito boa, com interessantes jogos de luz e sombra, bom uso de câmeras fixas, quando necessário (como na cena em que Patrick Wilson fala com uma entidade demoníaca sentada atrás dele) ou na mão quando faz sentido. O rápido movimento das lentes tirando o foco em determinadas cenas também garante tensão na medida certa.

    O longa também ganha pelas performances dos atores, todas de muita qualidade. Vera Farmiga está ótima e se mostra muito capaz de alternar emoções com facilidade, Patrick Wilson também está bem, destaque para a cena em que canta Elvis Presley. Todas as crianças seguram a onda, mas é Madison Wolfe, como a possuída Janet de 11 anos, que ganha maior destaque.

    Invocação Do Mal 2 é um grande filme de terror, com aquele clima de horror old school, mas sem deixar de usar novas tecnologias e técnicas para nos surpreender. James Wan mostra que é o nome atual do gênero, com belos sustos e ótimo desenvolvimento de personagens, tudo isso com tensão sempre crescente. Vale o ingresso até para quem não costuma ir ao cinema levar uns bons sustos.



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