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    IRMÃS

    Amy Poehler e Tina Fey unem forças para fazer rir
    Por Edu Fernandes
    20/01/2016

    Amy Poehler (Encontros E Desencontros Do Amor) e Tina Fey (Sete Dias Sem Fim) não são fisicamente parecidas, mas a intimidade entre as comediantes e amigas é tão evidente que acreditamos no parentesco de suas personagens em Irmãs.

    A controladora Maura (Poehler) e a inconsequente Kate (Fey) precisam voltar para a casa onde cresceram para esvaziar o imóvel. Os pais se mudaram para um condomínio e devem entregar a antiga casa para os novos compradores, mas os quartos das duas se tornou um verdadeiro acumulo de tralhas.

    A dupla não está nada contente com a decisão dos pais e resolve aproveitar a oportunidade para dar uma grande festa, nos moldes das que faziam na juventude. A diferença é que os convidados acumularam mais idade e outras responsabilidades, como filhos. Por isso, as protagonistas farão de tudo para não deixar a peteca cair, nem que para isso precisem recorrer à ajuda de um traficante (John Cena, de Descompensada).

    Essa decisão infeliz é o começo da construção de uma situação cômica recorrente: o uso inadvertido de drogas. Filmes nacionais como A Noite Da Virada (2014) e Júlio Sumiu (2014) a usaram, mas com construção fraca, apenas pela riqueza da situação em si. Em Irmãs, a piada é mantida no decorrer do enredo e há um cuidado na direção de câmera para valorizá-la. Que sirva de lição para nossos realizadores.

    Irmãs segue a linha de Missão Madrinha De Casamento (2011), comédia feminina para o público adulto sobre as dificuldades do amadurecimento. Esses filmes são o contraponto para títulos masculinos que fizeram renascer a comédia adulta estadunidense a partir de Penetras Bons De Bico (2005).

    Seguir em frente é o tema do roteiro, cujas personagens foram escritas sob medida para as atrizes. Maura ainda não superou o divórcio, mas tem a chance de um novo romance com o vizinho (Ike Barinholtz, de Vizinhos) durante a festa.

    O caso de Kate é mais complexo. Ela nunca conseguiu firmar-se em um emprego e isso causa brigas com a filha (Madison Davenport, de Noé). A esteticista precisa dar um rumo na vida para conseguir recuperar a relação com a adolescente, que se mostra mais madura do que a própria mãe. A limpeza da casa antiga é um reflexo do processo interno que as irmãs passam, que deixam para trás seu passado para ter mais objetividade no futuro.

    Os temas dramáticos estão lá, mas o foco do longa é arrancar o riso. Muito humor pastelão é usado, conforme a festa entra em uma espiral destrutiva. Um prato cheio para os fãs desses tipos de piada.