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    JACK REACHER - O ÚLTIMO TIRO

    Tom Cruise interpreta herói misterioso e pouco sociável nesta boa fita de ação e suspense
    Por Roberto Guerra
    08/01/2013

    Um atirador no terraço de um edifício aponta seu rifle aleatoriamente para transeuntes incautos na rua. Não parece buscar ninguém em especial. Afina casualmente sua mira para qualquer um que esteja no lugar e hora errados. Minutos depois, segue-se uma chacina que deixa diversos corpos estendidos na rua em plena luz do dia. A tensa cena dá início a Jack Reacher - O Último Tiro, novo longa de ação protagonizado pelo astro Tom Cruise.

    Cruise interpreta o personagem que dá título ao filme. Seu nome sai da boca do suposto atirador, que não demora muito a ser preso pelo eficiente detetive Emerson (David Oyelowo), que segue fácil uma trilha de provas deixadas pelo assassino. Este não confessa nem nega o crime, pede apenas para chamarem Jack Reacher, que o policial e o promotor não fazem a mínima ideia de quem seja.

    Todo este preâmbulo é instigante e neste momento o espectador já está preso à trama. Condição perfeita para a entrada em cena de Jack, que não é achado, porque é uma espécie de Chuck Norris, ou seja, ninguém o acha, ele é quem acha as pessoas. Só que Jack, a despeito do que pode imaginar o espectador, não é amigo do assassino. Na verdade, quer mais é vê-lo apodrecer na cadeia. Então por que este o chamou?

    Estes e outros mistérios o público vai tentando desvendar ao longo da trama. Jack Reacher é, na verdade, um ex-militar condecorado especialista em investigações. Não demora muito e ele cruza o caminho de Helen (Rosamund Pike), defensora pública idealista e filha do promotor do caso, Rodin, interpretado por Richard Jenkins. Ela quer sua ajuda para fazer uma investigação paralela do caso, mesmo não acreditando na inocência do atirador. Jack, por sua vez, quer apenas ficar em paz até porque não tem dúvidas da culpa do réu.

    Como é de se esperar, o longa passa por muitas reviravoltas nas quais o herói vai mostrar todas suas habilidades, que vão da inteligência e perspicácia à facilidade de matar ou deixar debilitado quem atravessa seu caminho. Mas o interessante do filme é Jack não ser um herói convencional. Egoísta e insociável, parece pouco se importar com questões morais do tipo se a justiça será de fato feita. Sua vaidade fala mais alto e o que interessa mesmo é provar que está certo, não importando quem será beneficiado com isso.

    Lá pelas tantas, as investigações de Jack o levam de encontro a uma conspiração que envolve uma grande corporação comandada por Zec, sujeito obscuro e frio vivido por Werner Herzog. Para salvar a própria pele e da advogada Helen, ele conta com a ajuda de Cash (Robert Duvall, sempre eficiente), dono de uma escola de tiro. Muita ação, perseguições, tiroteio e pancadaria vão fazer a alegria dos fãs de uma boa fita de ação.

    Sim, a tal conspiração promovida pela corporação criminosa é um tanto nebulosa. E enigmática continua até o final do filme. Mas isso é detalhe aqui. Se filmes pra mulherzinha não precisam de tramas impecáveis, tampouco filmes-testosterona.