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    James Gunn faz de 'Esquadrão Suicida' um dos melhores da DC

    Assim como fez com Guardiões da Galáxia, Gunn mostra que entende esse universo
    Por Daniel Reininger
    04/08/2021 - Atualizado há cerca de 1 mês

    James Gunn assumiu Esquadrão Suicida com a missão de repetir o que fez com Guardiões da Galáxia e transformar um grupo em um sucesso. E ele conseguiu! Então você já pode correr para o cinema, porque  eu garanto que você vai se divertir à beça.

    Enquanto o primeiro Esquadrão Suicida se resume a algumas poucas boas cenas, o novo filme é entretenimento puro. Com muitas referências ao universo DC dos cinemas e quadrinhos, o longa mostra um grande conhecimento da obra original por parte de Gunn, algo importante para fazer desse filme um dos melhores da DC Comics, com clima irreverente e ultraviolento.

    A história é essencialmente a mesma do clássico Os Doze Condenados, mas com supervilões. Um grupo de supercriminosos encarcerados é enviado em uma missão secreta perigosa. E logo fica claro que ninguém do elenco está seguro, o que garante uma rara sensação de perigo, como sentíamos na época boa de Game of Thrones. Nunca se sabe quando seu personagem favorito irá morrer sem aviso.

    E quando esses vilões são mortos, a coisa fica feia, com James Gunn aproveitando a chance para voltar aos velhos tempos de seus filmes mais sangrentos, afinal, personagens são fatiados, explodidos, cortados, incinerados. É um show de vísceras na tela. Essas mortes exageradas trazem tanto choque quanto humor para as cenas, dependendo do momento, claro.

    É importante deixar claro que o novo Esquadrão Suicida não é nem um reboot e nem uma sequência do filme 2016, mas sim uma reformulação completa da franquia, pelas mãos de alguém que realmente sabe o que está fazendo. E o longa permite que Gunn faça o que faz de melhor, diga-se de passagem, criar com proeza cenas de ação, drama e humor, com surpresas e situações inesperadas protagonizadas por personagens esquisitos.

    O filme tem reviravoltas e situações de alto risco, traições e erros, tudo mostrado com o constante senso de humor selvagem de Gunn, que é ajudado pelo ótimo elenco.

    Gunn deixou claro anteriormente o quanto ama as HQs do Edquadrão, publicadas em 1987 pelo lendário John Ostrander, e ele usa sua influência com orgulho, principalmente na criação dos personagens.  Isso fica claro no papel de  Viola Davis, incrível novamente como a inescrupulosa como Amanda Waller. Ela é capaz de garantir cenas engraçadas e, em seguida tempo, impor medo no espectador.

    Sem falar que Idris Elba e John Cena são os grandes destaques da produção. Ambos estão hilários como os assassinos rivais Bloodsport e Pacificador e garantem algumas cenas simplesmente brilhantes. Sylvester Stallone dá voz a um tubarão ambulante chamado Nanaue em uma atuação muito divertida. 

    O Rick Flag de Joel Kinnaman finalmente funciona, dessa vez poupado das falas patéticas do filme de 2016. Sua dinâmica com Arlequina de Margot Robbie, uma amizade rara baseada no respeito mútuo, é algo muito bem-vinda para a trama e garante humanidade a ambos os personagens.

    E por falar na Arlequina, o filme é de longe a melhor atuação de Robbie como Harley Quinn. Mais engraçada e imprevisível do que nunca, Gunn a ajuda a mergulhar na insanidade e o Esquadrão Suicida vai junto.

    O filme falha, porém, na hora de apresentar os antagonistas da Força Tarefa X. Generais traiçoeiros de um país da América do Sul é algo bem clichê que já cansamos de ver e sua presença acaba roubando um pouco da graça do filme. E a coisa não melhora muito com o Pensador, interpretado por Peter Capaldi, um personagem mal utilizado a ponto de ser desnecessário. E olha que o potencial ali era grande.

    Mas o que importa mesmo é que Esquadrão Suicida é um filme bastante divertido, com profundidade suficiente para cada personagem principal ser desenvolvido e ter seu lugar ao sol, enquanto conta uma história simples, porém capaz de gerar tensão e ansiedade no espectador. É um longa para adultos que realmente gostam de um pouco de insanidade nas telas. É exatamente como Esquadrão Suicida deveria ser!