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    JESSABELLE: O PASSADO NUNCA MORRE

    Fraco terror traz referências mal conectadas
    Por Iara Vasconcelos
    16/06/2015

    Não é novidade que o gênero terror anda mal das pernas. Depois de todo o frisson, seguido pelo quase rotineiro sentimento de decepção, de longas como Livrai-nos Do Mal, Annabelle e A Mulher De Preto 2: O Anjo Da Morte, chegou a vez de Jessabelle: O Passado Nunca Morre entrar para o clã de thrillers descartáveis.

    Dirigido por Kevin Greutert, que não é nenhum desconhecido no meio, afinal já comandou Jogos Mortais VI e Jogos Mortais - O FinalJessabelle pode ser considerado uma mistura entre O Chamado, A Chave Mestra e algum suspense qualquer. Não que suas "inspirações" sejam ruins, mas definitivamente o roteiro não consegue encontrar seu caminho em meio a tantas referências mal conectadas.

    Na trama, após grave acidente de carro, Jessie (Sarah Snook) perde temporariamente o movimento das pernas e passa a viver em uma cadeira de rodas. Durante o período de tratamento, a jovem volta para a vila onde nasceu, no estado americano de Louisiana, e começa a descobrir pistas sobre um passado obscuro que seu pai tenta esconder a todo o custo.

    Sua mãe morreu quando Jessie ainda era criança, por isso pouco sabe sobre ela. Ao revirar as empoeiradas gavetas de um dos sinistros cômodos da casa, a protagonista encontra fitas cassetes com gravações de sua mãe lendo seu futuro nas cartas. Suas profecias sempre terminam em tragédia, o que assusta a garota. É claro que a descoberta irrita o pai, que passa a ter um comportamento estranho na tentativa de apagar qualquer vestígio dessas filmagens.

    Jessie também sofre com alucinações bizarras e passa a ser perseguida por uma presença sobrenatural dentro da casa, algo que sua mãe já lhe alertara nas cartas. Essas visões estão ligadas a rituais de magia negra e, como é de praxe nos filmes do gênero, a jovem mergulha de cabeça no mistério, pondo em risco sua vida e a das pessoas a sua volta.

    Aqui a prática do vodu é retratada de forma mais clichê que no famoso episódio de Pica-Pau, com direito a formas desenhadas com sal e cruz de sangue na testa (só faltando o caldeirão). Mas é evidente que o objetivo dessas produções é alimentar o imaginário popular e provocar alguns sustos, então exigir precisão nas informações parece ser pedir demais.

    Jessabelle: O Passado Nunca Morre falha ao não ser capaz de despertar o interesse do espectador pela história e principalmente ao não justificar o desenrolar dos acontecimentos na trama. Após cerca de 90 minutos de filme, você ainda deve se perguntar qual a relação entre as cartas, o vodoo e as fitas cassete e o que levou o diretor a acreditar que a mistura desses elementos seria coerente ou interessante.

    Acredita-se que amantes do terror não precisam de muito para se empolgar com histórias tensas, mas depois de tantas produções decepcionantes é preciso reconsiderar: Será que a qualidade dos recentes filmes do gênero andam abaixo até dos critérios supostamente flexíveis de seu público?