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    JOGO DE ESPIÕES

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    Depois de estourar as bilheterias em 1986 com o grande sucesso Ases Indomáveis, a carreira do diretor inglês Tony Scott (irmão de Ridley) passou por altos e baixos, alternando sucessos e fracassos como Um Tira da Pesada II, Dias de Trovão, O Último Boy Scout, Maré Vermelha, Inimigo de Estado e Amor à Queima-Roupa, entre outros. No seu trabalho mais recente - Jogo de Espiões -, Tony filma a história idealizada por Michael Frost Beckner (criador da série de TV The Agency) sobre Nathan, um agente da CIA prestes a se aposentar. O papel é de Robert Redford. Porém, ele ainda precisa realizar um último serviço: salvar a pele do agente Tom Bishop (Brad Pitt), marcado para morrer em 24 horas. O estilo básico do filme é aproveitar o conhecido mote da "corrida contra o relógio" para causar suspense e arrepios.

    Além de um intrigante clima de espionagem, Jogo de Espiões traz ainda várias "inside jokes", ou seja, aquelas brincadeiras feitas especialmente para quem é fanático por cinema. Por exemplo: durante o filme percebe-se a presença dos cigarros Morley, marca inexistente no mercado. Aliás, quase inexistente. Também se fumam os fictícios Morey na série de TV Arquivo X. Quando perguntam ao personagem de Brad Pitt onde ele aprendeu a atirar, ele responde que foi nos Escoteiros. Exatamente a mesma resposta que o personagem dele em Clube da Luta dá quando lhe perguntam onde ele aprendeu a fazer bombas.

    Isso sem mencionar o fato de Pitt ser o "protegido" de Redford tanto no filme como na vida real: afinal, foi Redford o descobridor e padrinho de Pitt, quando escalou o então desconhecido ator para um dos papéis principais de Nada é Para Sempre.

    Como nos melhores filmes de espionagem internacional que se prezam, Jogo de Espiões teve locações em vários países, incluindo Alemanha, Hungria, China e República Checa. O roteiro inicialmente previa também filmagens em Israel, mas a situação política da região fez os produtores mudarem de idéia e a ação foi transferida para Marrocos. Todas estas viagens contribuíram para que o orçamento da produção ficasse elevado - na casa dos US$ 92 milhões - quantia que não foi recuperada nas bilheterias norte-americanas.

    17 de julho de 2002.
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br