cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • GAMES
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    JUMANJI: BEM-VINDO À SELVA

    Os fãs não se arrependerão de sentar em uma poltrona e vivenciar - gargalhando - essa aventura que deu certo!
    Por Thamires Viana
    02/01/2018

    Em 1995 fomos agraciados com a aventura Jumanji, estrelada por Robin Williams e Kirsten Dunst e dirigida por Joe Johnston (Capitão América: O Primeiro Vingador). A trama trazia Alan Parrish (Williams), um menino que desapareceu após ser sugado para dentro de um jogo de tabuleiro. O filme que marcou décadas e até hoje é cultuado pelos mais saudosos ganhou o anúncio de uma sequência, gerando desconfiança em alguns fãs que acreditavam que isso estragaria o clássico. Engano!

    Jumanji: Bem Vindo À Selva chega aos cinemas como uma deliciosa nostalgia, mas que caminha com as próprias pernas. O longa não se prende totalmente na trama de 1995 e mostra a independencia que algumas sequências não conseguem ter. Nos primeiros minutos vemos que o filme traz consigo muitas cenas de aventura e um enredo que está focado em arrancar gargalhadas do público.

    Dirigido por Jake Kasdan (Professora Sem Classe), o longa apresenta quatro adolescentes presos na detenção escolar - algo como Clube Dos Cinco, onde cada um tem um estilo oposto aos outros - que descobrem um videogame antigo jogado em um canto do porão. Temos o atleta Anthony (Ser'Darius Blain), a patricinha Bethany (Madison Iseman) e os "nerds" Spencer (Alex Wolff) e Martha (Morgan Turner). 

    Sugados pelo console, os jovens caem na floresta e estão prestes a começar a maior aventura de suas vidas vivendo exatamente como os personagens que escolheram para o desafio. Anthony vira o medroso Moose Fibar (Kevin Hart), Spencer é jogado na floresta como Dr. Smolder Bravestone (Dwayne Johnson), Bethany dá vida à Shelly Oberon (Jack Black) e Martha se transforma na destemida Ruby Roundhouse (Karen Gillan). Se você assistiu o primeiro, verá que a sacada mais legal apresentada por essa sequência é que o espectador é levado a conhecer o cenário do jogo, vivenciando junto com os personagens as aventuras e os perigos da selva. 

    O destaque está no personagem de Black, a patricinha que odeia selva, bichos e não se conforma ao ver que está agora no corpo de um homem de meia idade. O ator na pele da moça é cômico e isso melhora com a chegada de Alex, vivido por Nick Jonas, que é rapidamente fisgado pela "jovem".

    Dwayne Johnson é um outro ponto importante para se destacar. O Dr. Smolder Bravestone é como o "chefe" do jogo, destemido e musculoso, enquanto na vida real, Spencer é um garoto franzino que não tem coragem de encarar os perigos. O contraste é hilário, começando pela cena onde ele contempla seus bíceps sem acreditar que os possui.

    Johnson não engole o longa como o único protagonista, tirando a impressão que temos ao ler a sinopse ou assistir ao trailer. Pelo contrário, o roteiro escrito por Chris Mckenna (Homem-aranha: De Volta Ao Lar) é certeiro e lindamente dividido.

    Cada personagem tem o seu momento de glória, onde mostram suas habilidades, como Ruby, a matadora de homens que tem como principal característica a 'dança-luta'. Sua cena é uma das mais bem elaboradas da trama, criando tensão e diversão ao mesmo tempo, bem como as cenas de aventura e perseguição pelos animais da floresta. Não importa se há um hipopótamo gigantesco ou um helicóptero com problemas no motor. Ficamos presos na poltrona, tensos para saber como será o desenrolar e rindo a cada piada inserida nas cenas. Cada uma das sacadas é colocada em seu devido tempo, deixando claro o acerto do timing no longa.

    Jumanji: Bem Vindo À Selva foi um risco, isso não podemos negar, mas afirmo que mesmo arriscando tudo, desde um novo cenário até o jeito de adentrar o universo do jogo, o estúdio foi feliz ao apostar nessa trama. De fato, o intuito do longa é entreter e agradar uma nova geração e o desafio é cumprido em seus 119 minutos.

    Os fãs poderão sentir falta do suspense infantil que domina o clássico com Williams, mas não se arrependerão de sentar em uma poltrona e vivenciar - gargalhando - essa aventura que deu certo!