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    JUMANJI: PRÓXIMA FASE

    Por Daniel Reininger
    16/01/2020

    Sequências normalmente deixam a desejar por serem cópias do original ou incapazes de ampliar universos de forma adequada. Então é uma surpresa boa descobrir que Jumanji: Próxima Fase é ótimo e consegue manter a energia do filme anterior, desenvolver seus personagens e ampliar seu mundo, sem depender apenas de sua boa premissa. Com muita ação, aventura e humor, o longa ainda encontra espaço para emocionar, por incrível que pareça. Com sua história simples e direta, a produção acaba sendo muito mais divertida do que o esperado e é uma ótima opção para animar esse começo de ano.

    Para quem não sabe, Jumanji é um jogo com vontade própria que coloca os jogadores literalmente dentro da história. O primeiro filme, com Robin Williams, foi sucesso em 1996 e o reboot/sequência lançada em 2017 também.

    A sequência começa com uma tentativa de reencontro dos jovens nas férias: Bethany (Madison Iseman), Martha (Morgan Turner), Fridge (Ser'Darius Blain) e Spencer (Alex Wolff). Só que Spencer está deprimido e, ao chegar em casa depois de passar o semestre na faculdade em Nova York, encontra seu avô Eddie doente e rabugento (Danny DeVito) e acredita que sua vida não vai melhorar em relação a como está. Ele decide então que o único jeito de voltar a se sentir bem consigo mesmo é voltar para o mundo de Jumanji.

    Quando os amigos percebem o sumiço do garoto, decidem entrar no jogo e encontrá-lo. Com a presença também de Milo (Danny Glover) próximo ao videogame quebrado, temos dois novos integrantes no time e nem todos retornam aos mesmos aventureiros. Bethany é deixada para trás, Fridge agora é o cartógrafo (Jack Black), o velho Eddie é o Dr. Smolder Bravestone (Dwayne Johnson) e Milo acaba como o zoologista (Kevin Hart), somente Martha se mantém no corpo de Ruby (Karen Gillan). Além disso, seus avatares ainda têm alguns novos atributos e desvantagens bastante curiosos.

    Mas não se preocupe, o longa introduz um elemento ótimo para os personagens trocarem de corpos entre os jogadores. Esse novo filme apresenta um mundo ainda mais mágico, com uma mistura de Mad Max e também elementos steampunk, estilo marcado por uso de tecnologia como máquinas a vapor, engrenagens algo como se a tecnológica avançada viesse do passado. Quem curte videogame e histórias fora do padrão, vai adorar essas estranhezas.

    Dentro de Jumanji, a trama da vez é a seguinte: os novos jogadores precisam encontrar uma pedra mágica roubada por um lidar guerreiro que quer dominar o mundo de Jumanji (Rory McCann, de Game of Thrones). Um antagonista clichê, mas eficiente e desafiador da sua própria maneira.

    O game também apresenta Ming (Awkwafina), uma ladra muito ágil. Todo mundo que já jogou RPG (Role-playing game) sabe a importância desse tipo de personagem em um grupo de heróis e o pessoal de Jumanji mostra conhecimento sobre como funciona o mundo dos jogos em geral. Sem falar que Awkwafina é uma adição maravilhosa, afinal, ela tem um humor incrível e sabe bem fazer o papel de outros personagens. O mais impressionante: a atriz possui uma cena capaz de marejar os olhos de qualquer um.

    Obviamente, Kevin Hart manda muito bem ao fazer o papel vivido por Danny Glover, mas também está bem como Fridge. Sua atuação é sempre hilária. Dwayne Johnson é carismático, embora nem sempre funcione quando faz o papel de Danny DeVito. A simpática Karen Gillan tem muito mais a fazer aqui, o que ajuda muito o filme pelo seu carisma. E Jack Black é simplesmente incrível, como sempre, e vale pagar o ingresso só para vê-lo.

    Falando assim, parece que tudo é perfeito. Bem, não é. Algumas das piadas não funcionam e todos os atores tem algum problema na hora de trocar de personagem, nem sempre combinando exatamente com quem deveriam ser naquele momento. O roteiro apresenta a trama de aventura padrão e, apesar de algumas sacadas muito boas, não vai impressionar ninguém.

    O novo Jumanji mantém a qualidade dos anteriores e ainda introduz algumas variáveis interessantes e nem sempre óbvias que agitam as coisas. É uma aventura leve, daquelas que você sai feliz do cinema depois de assistir. A ideia aqui é se divertir e guardar bons momentos na memória para comentar com amigos depois. Sem dúvida, é uma ótima opção para todos os gostos.