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    JURASSIC WORLD: REINO AMEAÇADO

    Por Daniel Reininger
    06/06/2018

    Jurassic Park fez eu me interessar por cinema quando criança. O primeiro filme que escolhi ir à sala de exibição e, a partir daí, nunca mais parei. Até por isso, analisar essa franquia é sempre algo muito complicado para mim, culpa da ligação emocional com a temática, com a trilha, com os dinossauros, etc. Não consigo odiar nem os filmes realmente terríveis da série.

    Mesmo assim, não é muito difícil analisar que essa sequência funciona melhor do que o primeiro Jurassic World. Não só por mostrar uma história original de fato, diferente da releitura do clássico, mas também por ser capaz de ser um belo filme catástrofe, uma aventura empolgante e um terror gótico (adequado para crianças) competente. E essas mudanças de tom são bem justificadas pela narrativa.

    Na trama, três anos se passaram após a destruição do parque. A Ilha Nublar está prestes a ser destruída por seu vulcão, antes dormente, e isso vai eliminar novamente os Dinossauros da face da Terra. Diante desse cenário, Claire e Owen querem salvar o máximo de espécies possíveis e arranjar um novo lar para esses animais, mas nada é assim tão fácil, claro.

    J.A. Bayona parece o diretor perfeito para o longa, afinal é capaz de lidar com a destruição em larga escala e de provocar sustos de forma eficiente. É possível ver semelhanças com os seus longas anteriores, como O Impossível e O Orfanato. Seja um dinossauro invadindo um bunker iluminado por lava ou sustos em uma casa gótica elegante, o longa se supera na hora de entreter e consegue variar bem a ação e suspense.

    É claro que ter dinossauros na tela ajuda muito e garante os melhores momentos da obra, mas o elo fraco ainda são os humanos. Claire, de Bryce Dallas Howard, e Owen, de Chris Pratt, continuam sem profundidade e envolvidos num relacionamento desgastante para o espectador acompanhar. Sem falar que os vilões são patéticos. Ou seja, nada é tão interessante como a amizade de Blue e Owen. Essa sim uma dupla de respeito. O próprio personagem de Pratt cresce quando a Raptor está em cena.

    Interessante também a quantidade de efeitos práticos presentes no filme, numa mistura impressionante de CGI e cenários e bonecos, que nos remete ao clássico de 1993, e deixa os dinossauros ainda mais realistas e nos faz amar ainda mais Blue, principalmente durante suas cenas mais dramáticas. Sem falar que o flashback de Owen e a bebê Blue é absurdamente fofo.

    Assim como Os Últimos Jedi, Jurassic World: Reino Ameaçado muda o universo dos dinossauros de Spielberg de forma inesperada, brinca com nossas expectativas e abre possibilidades incríveis de tramas futuras, com histórias cada vez mais diferenciadas, sem depender tanto de parques e ilhas. Embora o retorno de Jeff Goldblum seja muito pequeno, é importante para deixar claro o novo caminho da franquia e serve como teaser para o próximo longa. Sem falar que reforça a nostalgia dos fãs mais antigos.

    Mais importante: É um filme divertido, com dinossauros bem feitos envoltos em uma aventura leve, com cara de Spielberg. É perfeito para levar os amigos, comer pipoca, gritar de alegria, de terror, sem deixar a fofura de lado. Se você gostou de Jurassic Park ou Jurassic World, vai curtir Reino Ameaçado.