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    KHUMBA

    Animação diverte, mas voz de Sabrina Sato derruba personagem
    Por Roberto Guerra
    01/07/2014

    É comum que distribuidores convidem famosos para dublar animações lançadas no país. A estratégia chama a atenção para o filme e ajuda na divulgação. Mas tem de se ter bom senso. Khumba tem entre seus personagens uma gnu chamada Mama V, personagem de destaque na trama. Mas alguém teve a desafortunada ideia de chamar Sabrina Sato para dublá-la. Resultado: a apresentadora não consegue dar personalidade à Mama e sua voz característica nos faz lembrar a todo instante que estamos ouvindo a Sabrina.

    A criançada, público-alvo do filme, talvez nem perceba. A animação sul-africana é bem feita, eficiente e vai agradar a garotada. Também pudera. Sua história é preguiçosa e recicla fórmulas consagradas por superproduções de sucesso como O Rei Leão, Procurando Nemo e Madagascar, mas sem o humor e a emoção destes. Não há sequer um laivo de criatividade na trama.

    O protagonista é a zebrinha Khumba, que nasceu apenas com a metade das riscas. Seu bando mora numa espécie de oásis cercados de espinhos onde tem água farta e segurança. Mas o nascimento de Khumba coincide com um período de estiagem que obriga as zebras a abandonarem seu refúgio.

    Sobra para o pobre Khumba, que é culpado pela falta de chuva. A jovem zebrinha sai então em busca da lendária fonte onde as primeiras zebras obtiveram suas listras. Para encarar a aventura, conta com a ajuda de um avestruz metido a besta (voz de Marco Luque) e da valente Mama V. É claro que não poderia faltar um vilão. Ele é Phango, um leopardo cego de um olho, temido por todos os animais, que caça Khumba para jantá-lo.

    Ao final, mesmo que com problemas narrativos, gags que não funcionam aqui e ali e, claro, a dublagem tacanha de Sabrina Sato, o filme passa uma mensagem positiva sobre como encontrar seu lugar no mundo, mesmo que seja diferente dos outros. Leve as crianças sem preocupação.