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    KILL BILL: VOL. 2

    Por Angélica Bito
    22/05/2009

    Se você gostou de toda a violência de Kill Bill: Vol. 1, com seus jatos de sangue e essa coisa toda, recomendo que vá ver Kill Bill: Vol. 2 esperando por outra coisa. Agora, se a violência do primeiro volume não te agradou muito, esta segunda parte da saga vingativa da Noiva (Uma Thurman) deve agradar mais. Isso por que o diretor Quentin Tarantino pega mais leve na violência para concluir este último volume.

    Em Kill Bill: Vol. 2, a Noiva conta o massacre de El Paso com mais detalhes, onde toda essa história começa. Relembrando: é lá que Bill (David Carradine) e seu exército de matadores elimina todos que participaram do casamento de sua ex-amante, a Noiva (que, desta vez, ganha um nome, o qual, obviamente, não contarei). Nossa anti-heroína continua sua trilha de sangue: do Japão, onde ela terminou a primeira parte de sua vingança ao eliminar O-Ren Ishii (Lucy Liu), ela volta a El Paso, onde reencontra suas últimas vítimas, Budd (Michael Madsen) e Elle Driver (Daryl Hannah). E, por último, Bill. Há também um flashback, no qual Tarantino nos mostra o treinamento da Noiva ao lado do monge chinês Pei Mei (Liu Chia-Hui).

    Como todo mundo sabe, Quentin Tarantino idealizou Kill Bill como um filme só. Ao ver as duas partes da saga, percebemos que a decisão de dividi-la foi sábia, uma vez que, apesar de se tratarem da mesma história - o plano violento de vingança de uma mulher -, os dois volumes têm narrativa completamente diferente. Kill Bill: Vol. 2 tem uma narrativa que, em comparação ao primeiro, valoriza bem menos os elementos visuais - neste caso, as conclusões da história são mais importantes do que o espetáculo visual que vimos no primeiro filme. Cheio de humor (as passagens dos treinamentos da Noiva só não são mais engraçadas porque ela realmente sofreu nas mãos de Pei Mei) e referências que caem mais para o lado dos filmes de faroeste do que de artes marciais, Tarantino abusa das tomadas e trilha sonora típicas do gênero.

    Por trás de tantos elementos aparentemente inovadores (pelo menos em relação ao "cinemão" norte-americano), Kill Bill é uma boa história que parte de um pressuposto simples - a sede de vingança de uma mulher -, desenvolvido de tal forma que renda dois volumes sem ser cansativo ou repetitivo, muito pelo contrário.